Principal

RN perderá R$ 45 milhões com fim de imposto sobre combustíveis

A alternativa encontrada pelo governo Temer para baixar o preço dos combustíveis no país pode representar uma perda de até R$ 45 milhões para o Rio Grande do Norte.

O ministro da Fazenda Eduardo Guardia confirmou nesta quarta-feira (23) que o Governo vai zerar a cobrança da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE) sobre os combustíveis.

A Cide é cobrada desde maio de 2015. A alíquota é de R$ 0,10 por litro para a gasolina, e R$ 0,05 por litro para o diesel. Não há cobrança para o etanol.

O economista Aldemir Freire afirma que se a CIDE for mesmo zerada a partir do segundo semestre deste ano até o final de 2019, os municípios potiguares que recebem um percentual do imposto perderão R$ 11,3 milhões de receitas. Já o Governo do Estado perderá R$ 33,7 milhões.

Freire sugeriu, no twiiter, que o Governo abdique de outro tipo de receita para não penalizar tanto municípios e Estados.

– Considero que a atual política de preços da Petrobras é equivocada, mas se o Governo Federal quer baixar impostos sobre os combustíveis, que utilize PIS/Cofins. Reduzir CIDE é fazer bondade com chapéu alheio.

Diesel

Há três dias caminhoneiros vêm bloqueando estradas no país em razão do reajuste dos combustíveis nas bombas dos postos. Em um posto de Recife (PE) o litro de gasolina chega a custar mais de R$ 7.

Em Natal, os motoristas de caminhão fizeram paralisações na BR-101, na divisa entre Natal e Parnamirim e, nesta quarta-feira (23) bloquearam o terminal rodoviário da Cidade da Esperança.

Alguns ônibus interestaduais foram impedidos de sair e o funcionamento do terminal só foi retomado a partir das 13h.

Foram registrados atos em 23 estados, além do Distrito Federal, em rodovias federais e estaduais. Alguns protestos ocorreram em frente à refinarias, impedindo os caminhões-tanque de deixarem o local.

Os efeitos da greve foram sentidos em alguns estados. No Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo começou a faltar combustível em alguns postos. O número de ônibus em circulação em Recife foi reduzido. Os Correios também suspenderam temporariamente a entrega de encomendas.

Clique para ajudar a Agência Saiba Mais Clique para ajudar a Agência Saiba Mais
Artigo anteriorPróximo artigo
Jornalista e autor da biografia "O homem da Feiticeira: A história de Carlos Alexandre"