Sócios do NOVO Jornal descumprem acordo com jornalistas demitidos
Natal, RN 28 de fev 2024

Sócios do NOVO Jornal descumprem acordo com jornalistas demitidos

15 de junho de 2018
Sócios do NOVO Jornal descumprem acordo com jornalistas demitidos

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Os ex-funcionários do Novo Jornal, demitidos há seis meses, estão sendo prejudicados pelos antigos patrões. O acordo firmado com os trabalhadores que previa o parcelamento da verba rescisória até outubro de 2018 foi suspenso unilateralmente neste mês.

Desde maio, jornalistas e funcionários de outros setores da empresa se veem apreensivos com o atraso dos pagamentos. O descumprimento do acordo, feito com a mediação do Ministério do Trabalho, será judicializado nos próximos dias. Os ex-funcionários, porém, estão tomando outras medidas.

O Novo Jornal foi fundado em 2009 pelo jornalista Cassiano Arruda Câmara e negociado cinco anos depois, em 2014, após um acerto empresarial que envolveu o advogado e professor universitário André Elali, os diretores da incorporadora Ritz G5 Fernando Lessa e Luiz Matida, além do advogado José Henrique Azeredo. Este grupo concebeu o formato e o modelo de direção do jornal que encerrou as atividades em dezembro de 2017.

O pagamento suspenso ao ex-jornalistas envolve cifras aproximadas de R$ 200 mil. Segundo informações repassadas aos ex-funcionários, há representantes do grupo que estariam se transferindo para a Europa.

José Henrique Azeredo, Cassiano Arruda Câmara, Luciano Suassuna e André Elali: sorrisos.

No acordo, os jornalistas foram levados a abrir mão do direito de receber o montante devido das verbas rescisórias no ato da demissão e até os juros e a correção monetária. A forma colocada como única para assegurar o pagamento previa ainda o parcelamento em até oito vezes.

Apesar da desvantagem, o acordo foi aceito pelos trabalhadores e chancelado pelo Sindicato dos Jornalistas e pelo Ministério do Trabalho, mas os ex-funcionários da empresa já foram informados que os pagamentos não serão mais realizados.

O Novo Jornal se manteve de pé por 8 anos graças ao trabalho incansável de verdadeiros operários da informação. O Novo revelou uma geração de jovens talentos e recolocou no mercado profissionais experientes que já não atuavam em redações.

Embora tenha mudado com o tempo, com acentuada dependência da verba publicitária de governos e demais Poderes, a sociedade potiguar teve acesso à matérias e reportagens exclusivas sobre bastidores da política e acompanhou as transformações do Estado na última década através das páginas do Novo Jornal.

O tratamento recebido pelos antigos funcionários da empresa só reforça a tese de que não existe justiçaem negociação direta entre patrão e empregado no Brasil. É mais uma fake news embalada para presente na reforma trabalhista que, não por acaso, os antigos donos do Novo Jornal sempre fizeram questão de defender.

Os ex-funcionários demitidos pelo Novo Jornal criaram um blog e divulgaram um manifesto para a sociedade. Acesse aqui

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