Caipirinha ou tequila ?
Natal, RN 24 de jul 2024

Caipirinha ou tequila ?

2 de julho de 2018
Caipirinha ou tequila ?

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O sujeito que vem escrevendo o roteiro da política brasileira nos últimos anos baixou na Rússia. Incluiu a maldição das seleções campeãs no ano anterior que entregam a rapadura na primeira fase, aumentou o volume do tango tocado pela banda de fanfarra argentina e fez espanhóis imaginarem que se classificariam eliminando as donas da casa sem chutar em gol.

A Copa que jogou por terra bolões do mundo inteiro colocou no caminho brasileiro o time mais parecido com o Brasil. O México é uma espécie de bumba-meu-boi tupiniquim. Desce e sobe ladeira, faz que vai, mas não vai e acaba indo.

Dependendo do resultado, fica entre o futebol moleque à irresponsabilidade com a pelota. Assim como o colega chileno Sampaoli, o treineiro colombiano Juan Carlos Osório gosta mesmo é de mexer no pagode.

Às vezes dá certo, como contra a Alemanha. Mas se a turma acorda num dia ruim, até a geladeira sueca vira um forno, como na saideira da primeira fase. Nada mais apropriado do que levar o troféu "montanha-russa" da Copa.

Aposto que o México de Uchoa, Chicharito e Guardado vem com a fome da estreia. Time traiçoeiro, joga a vida contra uma Seleção que passou a concentrar mais favoritismo após a eliminação de co-irmãs tradicionais.

Sem Itália e Holanda, que nem vieram, e com as eliminações de Alemanha, Espanha e Argentina (Portugal, me perdoem, nunca foi favorita a nada), os caminhos para o Hexa ficaram mais estreitos.

Contra a Sérvia, embora ainda distante daquele futebol que chegou a empolgar no sprint final das eliminatórias, a Seleção de Adenor deu a senha de que pode engrenar.

Como Jesus ainda não sabe se volta ou não volta, Neymar e Coutinho vêm acenando para a possibilidade de entrarem no rol das duplas que fizeram história, como nos dois últimos títulos: em 1994, com Romário e Bebeto, e em 2002, quando Ronaldo e Rivaldo sobraram.

Com uma defesa equilibrada, Casemiro em grande fase e Paulinho lembrando o coringa que Tite inventou no campeão Corinthians, o Brasil se segura atrás mesmo sem os laterais. Até agora, Fagner e Philipe Luís, que começaram na reserva, jogaram um feijão com arroz básico sem sal, salada nem ovo por cima.

Agora é simples: ou vai ou racha.

E se Jesus decidir voltar, que traga William da santa ceia.

Porque hoje é dia de transformar água em caipirinha.

Com açúcar, gelo, limão e afeto.

Brasil 3 a 1 México

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