Literatura fantástica: Júlio Lima lança Caio na Terra da Música
Natal, RN 17 de jul 2024

Literatura fantástica: Júlio Lima lança Caio na Terra da Música

4 de julho de 2018
Literatura fantástica: Júlio Lima lança Caio na Terra da Música

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O cantor e compositor Júlio Lima trocou os versos das canções de amor e críticas sociais pelo realismo fantástico. E mergulha de cabeça na literatura colocando à prova o que aprendeu dentro de casa. Filho de um músico profissional e de uma professora, herdou um pouco da inspiração de cada um.

O resultado dessa experiência está em Caio na Terra da Música – Capítulo Dó, que sai pelo selo Jovens Escribas. O lançamento acontece nesta quinta-feira (5), a partir das 19h, no bar Mormaço, em Nova Descoberta. O livro aborda de forma lúdica o ensino para crianças e adolescentes, tese de mestrado do autor.

Já na estreia, o escritor Júlio Lima transporta o leitor para um mundo sem música. Nesse mundo desencantado não existe harmonia, ritmo, nem melodia. É dali que surge Caio, um músico adolescente e testemunha do roubo da música do universo.

O personagem principal foi inspirado no sobrinho do autor, que desde pequeno já demonstrava aptidão para a música.

Na história criada por Júlio, surge ainda a figura de Ritornello (um dos sinais da partitura) convidando Caio a acompanhá-lo até o fabuloso mundo da “Terra da Música” para resgatar o fruto do roubo.

- O livro narra uma aventura na qual tento reunir elementos de educação musical, historicidade acerca da música, organologia, que é o estudo sobre os instrumentos musicais, como também curiosidades sobre o universo da música, de forma que o leitor, mesmo sendo um leigo em música, possa apaixonar-se por ela.

Lima acredita que o fato de compor o ajudou a migrar da música para a literatura. Afina, nas duas arte, o que ele faz é contar histórias. Outro facilitador, acredita, está na família. De certa forma, música e literatura sempre estiveram presentes na educação do escritor.

- Por ser filho de Carlos Alberto de Lima o “ Carlão”, contrabaixista fundador da orquestra sinfônica do Estado, e de Terezinha Paulino de Lima, uma educadora e professora, agreguei duas perspectivas de experiência incubatórias em relação a concepção do livro: da parte do meu pai a não dicotomia entre erudito e popular, pois em nosso lar estavam presentes tanto Mozart como Beethoven e Debussy, assim como Tom Jobim, Beatles e a Alcatéia Maldita, por exemplo. E da minha mãe herdei a busca por meandros facilitadores que eu via imbuídos em sua forma de ensino.

Apesar da estreia em livro, Júlio cita outra experiência com as palavras para marcar o início na literatura. Com aproximadamente 12 anos de idade, ele escreveu sua primeira crítica de cinema. Sob o título de JFK: a pergunta que não quer calar, o exercício marcou:

- Gostei sim (da experiência de escrever o livro). Mas na realidade iniciei como escritor por volta dos 12 anos de idade. Escrevi uma critica ao filme “JFK a pergunta que não quer calar” traduzido no que chamei de JMMPMG que posteriormente foi jogado fora, até hoje não sei por quem.

Caio na Terra da Música tem relação direta com o mestrado que Júlio Lima vem desenvolvendo. A tese “O compositor em cada um” fala sobre como qualquer pessoa é musica e pode fazer música.

- O livro também ressalta essa perspectiva de que todos podem se reconectar com a música.

A obra foi produzida em quatro anos. Júlio começou a escrever em 2007 e finalizou em 2011 a pedido de uma editora gaúcha “Besouro Box”. De lá pra cá, assinou com a editora carioca Infinitum, mas o projeto não foi para frente porque a editora faliu. Olhando assim, o encontro com o selo Jovens Escribas parece realismo fantástico, tal qual a história de Caio.

 - Uma amiga chamada Valéria Machado, que trabalhava nessa editora, me apoiou e insistiu para que eu não desistisse. Já em Natal, no ano de 2014, por intermédio do amigo Rodrigo Bico, fiz contato com Carlos Fialho e a Jovens escribas, uma editora incrível que abraçou a ideia e hoje, finalmente, esse filho pode nascer.

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