Governo Fátima poderá ser “antídoto anti-Fake News” no RN
Natal, RN 1 de mar 2024

Governo Fátima poderá ser "antídoto anti-Fake News" no RN

7 de novembro de 2018
Governo Fátima poderá ser

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Eu analisava na página do Facebook do Potiguar Notícias, onde sou um dos administradores/editores, os comentários dos internautas em uma postagem sobre a equipe de transição indicada pela governadora Fátima Bezerra. As ofensas, grosserias e fake news de sempre. Praticamente ao mesmo tempo, no Twitter, vi uma postagem da assessoria da própria Fátima, sobre visita que ela fez a Fiern - Federação das Indústrias do RN, onde conversou com o presidente Amaro Sales e outros empresários sobre parcerias e incentivos ao setor produtivo.

Ou seja, no mundo imaginário de algumas pessoas, alimentadas pela má-fé ou pela fábrica de fake news que alimenta os grupos de Zap, a governadora eleita vai "colocar refugiados venezuelanos nos apartamentos das pessoas" ou "vai provocar a fuga em massa de indústrias do estado", alguns dos comentários que li. Na prática, Fátima tenta empréstimos em bancos internacionais e dialoga com a classe empresarial, onde sempre teve bom trânsito, como qualquer pessoa que não se informa apenas por links de Zap, tem consciência.

A partir destas percepções e dialogando com a redação do Potiguar Notícias, percebemos que apesar dos danos causados pelas fake news e dos Grupos de Zap, eles podem ter um antídoto a partir de uma percepção da população afetada pelas informações falsas sobre o modus operandi e práxis de um "governo de Esquerda".

Senão, vejamos. Analisando friamente os números, sabemos que Fernando Haddad venceu Jair Bolsonaro no primeiro turno (exceção feira ao Ceará, claro, onde ganhou Ciro Gomes) e no segundo em todos os Estados do Nordeste. Vamos aos números de quatro deles no segundo turno: na Bahia, teve Haddad 72,69%, com 68,59% na capital, Salvador. No Piauí, o petista teve 77,05%, com 62,73% na capital Teresina. Indo para o Ceará, Haddad somou 71,11%, computando 55,61% na capital Fortaleza. E no Maranhão, o ex-ministro da Educação teve 73,26%, com 57,78% na capital São Luís.

O que em comum entre estes quatro Estados? Os três primeiros são há quatro anos administrados por petistas, Rui Costa, na Bahia; Wellington Dias, no Piauí; e Camilo Santana, no Ceará. No Maranhão, Flávio Dino, é do PC do B, aliado do PT. Os quatro governadores foram reeleitos.

Podemos chegar à conclusão que em estados administrados pela Esquerda as fake news bizarras como "kit gay do PT" ou "Haddad vai implantar o comunismo" tiveram menos facilidade em ser absorvidas por uma população já conhecedora do modus operandi do PT e PC do B.

Embora seja sabido que parte das fake news são criadas e espalhadas por pura má-fé. com objetivos políticos-eleitorais, não se pode menosprezar o contingente de pessoas que realmente acredita em tudo que lê nos "grupos de Zap" e que se deixa levar por fake news, ainda que improváveis e bizarras.

Uma administração positiva de Fátima, com especial atenção à Segurança Pública, Educação e políticas culturais inclusivas, fará em espaço curto de tempo, parte do eleitorado influenciado pelas Fake News, rever seus conceitos em relação à "Esquerda no poder". Como aconteceu nos estados nordestinos citados.

Claro que poderíamos dar como exemplo o case de Lula na presidência, mas, no período, não havia WhatsApp e as fake news se limitavam a propaganda boca a boca em tempos eleitorais e a publicações cabotinas. O surgimento dos grupos de Zap revolucionou - e não necessariamente para o bem - a forma de fazer campanha eleitoral. O séquito de Bolsonaro percebeu isso. O PT, não, como já começou a ser admitido.

Mas, como em política se olha para a frente, urge descobrir os antídotos para o Zap e as fake news. Um deles é o contato direito com as pessoas, como ficou claro nos últimos dias de campanha de Haddad. Outra forma é com a prática de gestões progressistas mudarem a percepção do eleitorado mais conservador, que verá que é possível melhorar índices sociais e diminuir a violência sem precisar hastear bandeira da URSS nas escolas e nem celebrar o aniversário de Stalin. Fátima Bezerra, no Rio Grande do Norte, que conseguiu tirar as oligarquias do poder, pode quebrar mais esse paradigma em terras potiguares.

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