OPINIÃO

Tramar no contratempo: o que fazer após a derrota

Sabemos que esse é o tempo de Donald Trump, nos Estados Unidos. É o tempo de Rodrigo Duterte, presidente das Filipinas, acusado de estar ligado a grupos de extermínio. É o tempo de Andrezj Duda, presidente da Polônia, que acaba de aprovar uma lei que isenta os poloneses de qualquer cumplicidade com o massacre dos judeus na Segunda Guerra Mundial. É o tempo de Recep Erdogan, presidente da Turquia, que prendeu cerca de 50 mil pessoas como represália a uma tentativa de golpe para lhe tirar do poder, que já exerce há mais de 15 anos. É o tempo de Theresa May, que comanda a saída da Inglaterra da Comunidade Europeia, o chamado Brexit. É tempo de Angela Merkel e Emmanuel Macron, na Alemanha e na França, que não conseguem dar um rumo ao combalido projeto europeu e veem-se fragilizados politicamente em seus países, acossados pela crise mundial do capitalismo e pela fragilidade das alianças políticas que os sustentam. A revolta dos coletes amarelos na França, tendo como estopim a legislação em torno dos combustíveis e as medidas visando modificar a matriz energética do país, traz para as ruas o fantasma do crescimento da extrema-direita. É o tempo de Nicolas Maduro, que governa a Venezuela desde 2013, por decreto e com poderes especiais, levando o país a uma situação de caos econômico e político. É o tempo de Vladimir Putin, antigo funcionário da KGB, polícia política do regime soviético, que governa a Rússia desde 2012, comandou a invasão da Ucrânia e a anexação da Criméia. É tempo de Xi Jinping, presidente de uma China que consegue conjugar uma ditadura política que se diz comunista com um capitalismo dos mais selvagens, onde não há regulamentação do trabalho e há uma brutal exploração dos homens e da natureza. É tempo do caricato Kim Jon-um, que continua o legado de seu pai, numa Coreia do Norte dominada por uma ditadura das mais fechadas do mundo conjugada com uma economia frágil em que grande parte da população vive na mais extrema miséria. É tempo do governo islâmico no Irã e dos nababescos sheiks sauditas ou dos emirados árabes, onde obtusas ditaduras islâmicas convivem com um capitalismo selvagem e sem peias. É tempo de Benjamin Netanyahu, primeiro ministro de Israel, que continua a política de ocupação dos territórios palestinos e de ataques militares constantes e letais contra a população palestina. É tempo de Giuseppe Conte, primeiro ministro da Itália, que chegou ao poder apoiado por uma coalização estranha entre partidos nacionalistas de direita e extrema-direita e por partidos de esquerda radicais que são contrários à globalização e a União Europeia. É tempo de Maurício Macri e Sebatian Piñera, na Argentina e no Chile, que aplicam a seus países uma política econômica neoliberal que fragiliza e destrói os serviços públicos, ampliando a miséria e as desigualdades. É tempo de Jair Bolsonoro, no Brasil. Basta ver o ministério que ele vem montando para termos uma ideia do que será esse tempo que iremos viver. É bom já ir se acostumando?

Se pensarmos o tempo histórico a partir do mesmo conceito, da mesma visão que surgiu nos fins do século XVIII, o tempo histórico como um fluxo, uma linha, um processo único, universal, homogêneo, que arrasta a tudo e todos, inexoravelmente, numa dada direção, num dado sentido, numa dada trajetória, na busca de um dado fim, de uma dado telos, imanente, inscrito no próprio processo histórico, teremos muitos motivos para nos desesperar, para não termos esperanças, para dizermos como Raul Seixas: “pare o mundo que eu quero descer”. Se acharmos que só existe um tempo para vivermos, se considerarmos que só existe esse único tempo à nossa disposição, talvez seja difícil conter o desejo de morte e de suicídio. Se partilhamos do conceito de tempo que emergiu com a modernidade, que nos condena a percorrer uma única e mesma trajetória, individual e coletiva, no tempo, creio que o desânimo e o descrédito tomará conta de todos. A descrença, o niilismo, o desejo de nada, que já é responsável pela chegada de muitos desses chefes de Estado ao poder, em vários países, só tenderá a se agudizar. Todo tempo de angústia, de medo, de insegurança, de descrença, leva ao crescimento das ações, atitudes, valores, modos de pensar e de se posicionar conservadores, identificados com as forças políticas e sociais que prometem a ordem, a segurança, o fim das incertezas e das dúvidas, o fim das divisões e das contradições, das forças que prometem o consenso e a harmonia, a prevalência de um só ponto de vista e de uma só forma de pensar. Todo tempo de descrença, de desespero, de falta de esperanças, de projetos de futuro, todo tempo distópico, todo tempo sem utopias, sem sonhos, sem desejos de um fora, de um além do tempo presente, é um tempo em que proliferam as forças do atraso, as forças sociais e políticas que prometem a volta a um pretenso passado idílico e de ordem, de paz e segurança, de bonança e de concórdia, que pretendem, no máximo, preservar o presente tal como está. Esses são tempos da prevalência daquilo que chamamos de forças de direita, sem que isso descarte a possibilidade de que, muita gente que se diga e se considere de esquerda, possam ter atitudes e desejos semelhantes àqueles professados pelo extremo oposto no espectro político.

No início do século XX, diante da assustadora vitória das forças do fascismo e do nazismo, da vitória dos totalitarismos, como a do bolchevismo na URSS, o filósofo alemão Walter Benjamin, um intelectual judeu apavorado com o perigo que constituía a visível e crescente presença do antissemitismo, defende que a social-democracia, que as esquerdas revissem o seu conceito, a sua noção de tempo, de história, de historicidade, de temporalidade. Para Benjamin, não havia possibilidade da vitória futura dos vencidos se eles continuassem a partilhar a mesma visão de tempo dos vencedores. A história contada e narrada pelos vencedores não guardava lugar para as esperanças, os sonhos, as utopias, os desejos, os projetos, os interesses, as bandeiras defendidas ao longo do tempo por aqueles que foram vencidos, nas várias batalhas e enfrentamentos, nos vários conflitos e disputas que constituem a própria história. Os vencedores, ao vencerem, tratavam de apagar os rastros das lutas, os rastros e pegadas de sangue e de terror que foram responsáveis pela vitória. O vencedor escreve a história, configura a memória e, portanto, silencia, esquece, coloca para debaixo do tapete, escamoteia todos os crimes que foram perpetrados no momento do enfrentamento e da luta. Os vencedores, se preciso, reescrevem a história, ressignificam a memória, mudam a sua organização, alteram o seu relato, reorganizam seus eventos, fazem aparecer e desaparecer seus personagens e acontecimentos. Para que tenhamos, no final da batalha, um tempo único, homogêneo e pacificado, um tempo de ordem e de harmonia, é preciso que os devires, os outros tempos possíveis, as outras possibilidades de temporalidades, os outros projetos de tempo que coexistiram e conviveram em um dado momento, sejam apagados, sejam dissolvidos no tempo homogêneo e liso do vencedor.

Para que o tempo da vitória de Bolsonaro apareça como o único tempo possível, para que outras possibilidades de tempo, como o tempo da vitória de Lula, tempo possível que se tornou impossível pelas ações e artimanhas dos vencedores, que impediram desse tempo acontecer com o uso do arbítrio e o desrespeito e afronta às leis e à Constituição, inclusive a decisões de órgãos internacionais, essas possibilidades de outros tempos devem ser apagadas, devem ser silenciadas nas narrativas dos vitoriosos. O revisionismo histórico, tão comum em nossos tempos, predomina sempre que os vencedores precisam recontar a história de modo a legitimar e justificar as suas vitórias e sepultar a memória dos derrotados. É preciso que a grande imprensa brasileira continue por anos a fio desmontando a memória que os vencidos brasileiros têm do governo Lula, é preciso alterar os sentidos, é preciso retramar, recontar, reinventar os tempos de Lula e do PT, como simplesmente tempos de corrupção e bandalheira, tempos de quadrilhas e de vermelhos bolivarianos. Não podem ser os tempos em que todo mundo ganhou muito e mais dinheiro, inclusive as empresas e as elites empresariais que hoje fingem esquecer, não podem ser tempos de redução da desigualdade social, racial e regional, não podem ser tempos de realização de sonhos e desejos de muitos dos deserdados e despossuídos brasileiros, não podem ser os tempos da moradia, da casa própria, do Bolsa Família, do Prouni, do Reuni, do salário mínimo subindo acima da inflação todos os anos. Esses tempos têm que ser borrados da memória nacional transformados em anos de mácula e de manchas.

Para que não entremos em desespero, para que possamos superar subjetiva e concretamente a derrota temos que ter outra concepção, outra visão do tempo. Temos que pensar que o tempo nunca é único, homogêneo, universal. Temos que pensar o tempo como múltiplo, diverso, divergente. Como nos ensina o antropólogo britânico Tim Ingold, o tempo é formado por várias linhas temporais que convivem, coexistem, se entrelaçam, se tramam. Podemos habitar diferentes linhas temporais, por vezes contraditórias e divergentes, esquizofrênicas, até. Como era, e talvez ainda seja, comum que o militante da revolução, aquele que habitava uma linha de tempo transformadora e preocupada com a mudança, fosse em casa o habitante da linha de tempo retrógrada, a linha de tempo longa e contínua do machismo, da misoginia, da homofobia, do racismo. É comum que façamos parte de uma linha de tempo movida por um devir transformador e uma linha de tempo marcada pela repetição, pela reafirmação, pela anacronia, pela tradição. Cada um de nós habitamos distintas linhas do tempo e o que chamamos de Eu, de sujeito, de nós, é constituído justamente por um nó de linhas temporais, somos a amarração momentânea, histórica, cultural e socialmente falando de uma multiplicidade de linhas temporais. Não habitamos apenas um presente, não temos um só passado e um só futuro. O presente em que estamos é povoado de muitos passados e nele muitos futuros aparecem como devires, como possibilidades. O presente é constituído de um feixe de linhas de passados e um feixe de linhas de futuro. O passado nunca passa, nunca está completamente passado. Como dizia o filósofo francês Henri Bergson, o presente é o ponta extrema do passado, que nele se condensa e se atualiza. Nosso presente, como sociedade brasileira, é composto de linhas temporais de longa duração, linhas de tempo dolorosas e terríveis como aquelas ligadas aos tempos da escravidão. A escravidão ainda habita nosso presente, no racismo estrutural de nossa sociedade, na prevalência dos negros nas camadas mais exploradas e desassistidas de nossa sociedade, na prevalência da carne negra entre aquelas mais matáveis, usáveis, encarceráveis. A escravidão se faz presente na rejeição racista aos médicos negros cubanos, na desconfiança em sua competência e na enunciação de que são escravos. A escravidão se faz presente na defesa ruralista do trabalho análogo a escravo, no uso acintoso de trabalho escravo por grandes empresas do país e do mundo.

Não compreenderemos o que se passa no nosso tempo se acharmos que ele é um único e mesmo tempo, um tempo que só é constituído pelo agora. Nosso tempo de agora traz em sua constituição muitos outroras, muitas promessas de auroras, de amanhãs melhores que foram derrotados, soterrados e espezinhados pelos vencedores, inclusive pelos vencedores que chegaram ao poder através dessas promessas. Vivemos, no presente, as consequências dos tempos de vitórias das utopias socialistas, que trouxeram consigo vencedores que cedo adotaram os mesmos métodos e ações para se perpetuarem no poder, daqueles que haviam derrotado. Qualquer semelhança com o PT adotando os esquemas de permanência no poder daqueles partidos e forças que havia derrotado não será mera coincidência. Ao desandarem em ditaduras sanguinárias e incompetentes em gerir a economia, essas vitórias das forças revolucionárias motivam as derrotas das esquerdas de hoje e acensão mundial da direita e da extrema-direita. Nosso tempo é composto de linhas temporais que vêm de passados terríveis como a reaparição das forças identificadas e defensoras do nazismo, do fascismo, do nacionalismo exacerbado, do imperialismo, do colonialismo, das ditaduras militares. Não são as catacumbas que se abrem, não estamos diante da aparição dos mortos-vivos, da temporada dos zumbis, eles nunca estiveram mortos, eles nunca foram meros fantasmas ou fantasias, eles estiveram ao nosso lado o tempo todo, habitando temporalidades próprias, habitando tempos outros e paralelos aos nossos, onde tramaram e prepararam o seu retorno à frente da cena e do palco, nos bastidores e na surdina. Essas forças que parecem ressurgir das tumbas nunca estiveram derrotadas e destruídas completamente, elas existiam, elas viviam ao nosso lado e, através das redes sociais, descobriram que não eram existências isoladas, não eram almas penadas, eram milhares, eram milhões, eram multidões de vidas que se consideravam solitárias, estranhas, isoladas, diferentes, exóticas, enlouquecidas, descerebradas, idiotas, misantropas, etc. Vidas que se tramavam e se constituíam em outros tempos, em contratempos, em tempos contrários aos tempos que julgávamos dominados e realizadores do progresso, da evolução, do desenvolvimento, da civilização, da modernidade, do cosmopolitismo, da pós-modernidade, da globalização, etc. Jair Bolsonaro e seus seguidores, Olavo de Carvalho e seus seguidores, nunca habitaram o mesmo tempo que muitos de nós, mas isso não significa que eram atemporais ou anacrônicos, eles simplesmente habitavam e habitam linhas temporais distintas daquelas em que habitamos. Não é porque as linhas temporais que eles constituem se tornaram dominantes em nosso presente, que elas se tornaram nosso tempo. Se habitávamos linhas temporais que foram dominantes em um dado momento, elas agora se tornaram linhas temporais que constituem o contratempo do nosso tempo.

O que nos cabe ou nos resta fazer quando linhas de tempo que nos remetem para a Idade Média, para tempos anteriores ao Iluminismo e a modernidade parecem se tornar as linhas dominantes em nosso tempo? O que fazer quando linhas de tempo que nos remete ao colonialismo, ao estágio de colônia, ao escravismo, ao predomínio do rural sobre o urbano, aos tempos do fascismo, aos tempos em que a questão social era um caso de polícia, aos tempos em que não se falava de direitos humanos, aos tempos anteriores a Getúlio Vargas e a criação do Ministério do Trabalho e da legislação trabalhista, aos tempos em que às mulheres estavam reservados o casamento e a casa, parecem prevalecer? O que fazer quando os tempos do Brasil ame-o ou deixe-o, do Brasil sob coturnos e botas militares, o Brasil da censura às artes, à cultura e ao ensino, o Brasil da Operação Condor (ou será com dor), da polícia política, da justiça amordaçada e desabridamente de classe, parecem fazer sua reentrada em nosso tempo? Só nos cabe, como as forças do atraso e da reação fizeram nas últimas décadas, tramar no contratempo outros tempos possíveis e futuros. Os homens são serem que vivem na linguagem, são seres que dependem da narrativa para se comunicarem e dar forma e sentido ao mundo que o rodeia. O tempo, como toda realidade humana, é fruto de narrativas, o tempo é aquilo que sobre ele contamos, dizemos, imaginamos, simbolizamos, conceituamos. O tempo humano não é o tempo da natureza, não é o tempo das coisas, não é apenas o tempo do relógio e do calendário. O tempo humano é fruto do contar e do dizer sobre ele, do tramar narrativo dele. O tempo, o passado, o presente e o futuro é fruto de tramas, narrativas e práticas feitas pelos homens. Nós tramamos os tempos, no duplo sentido que essa palavra carrega, nós damos ao tempo uma narrativa quando o tramamos através dos discursos, mas também o tramamos ao conjugar, costurar, ao aproximar, ao fazer conviver se interpenetrar as várias linhas de tempos que cada um de nós representamos e carregamos conosco. É preciso que tramemos, no sentido de enredarmos, de produzir enredos, de nos comunicarmos, de trocarmos informações, outros tempos, em paralelo a esse tempo doloroso que o mundo inteiro parece viver.

Devemos nos lembrar que se vivemos tempos de mudanças, de melhorias e transformações; se vivemos tempos de alegrias e felicidades coletivas; se vivemos tempos de melhorias civilizacionais e sociais, esses tempos não foram obra de apenas um tempo presente. Em plena ditadura muitos brasileiros se dedicaram a tramar esses tempos que viríamos a viver muito tempo depois. Paralelo aos tempos de terror, censura e repressão muitos foram capazes de criar outros tempos, foram capazes de tramar no contratempo. Em plena ditadura se tramou o tropicalismo, o Cinema Novo, o udigrude, o movimento hippie, o desbunde, as comunidades alternativas, os grupos de resistência, as comunidades eclesiais de base, os movimentos pela moradia e contra a carestia. Em plena ditadura pessoas, de vários extratos sociais, no seu cotidiano, no seu dia a dia foram capazes de criar outros tempos, de encontro, de partilha, de solidariedade, de dedicação às causas coletivas. Foi no contratempo dos tempos finais da ditadura de tramamos a anistia, que tramamos a criação do Partido dos Trabalhadores, que tramamos o movimento feminista, o movimento homossexual, o movimento negro, o movimento dos sem terra, que tramamos o movimento pelas diretas já. Não há nenhum tempo sombrio que não traga em seu interior outros tempos que se gestam, outros devires de luz e de esperança. Foi na escuridão dos tempos de ditadura que o teatro brasileiro, que a literatura, que a música, que o cinema brasileiro foram capazes de produzir tempos outros cheio de criatividade, beleza e resistência.

Portanto, nos tempos sombrios que estamos vivendo ou que ainda se avizinham, sejamos capazes de sonhar juntos, de pensar juntos, de agir juntos para sermos capazes de tramar outros tempos. Esses tempos não devem ser apenas tempos de resistência, mas tempos de criação conjunta de outros tempos. Precisamos estar juntos, nos encontrar, criar situações de partilhamento, de convivência, sairmos de nossas bolhas e ilhas para nos dedicarmos a tramar o futuro. Aqueles que compartilham ideias e sentimentos, afetos e sensibilidades devem se fortalecer no encontro, na ida onde se encontram aqueles dispostos a sonhar, a desejar juntos, a tramar juntos tempos outros. Só nos cabe, para fugir do desespero, do desânimo, da depressão, de tudo aquilo que nos venha a enfraquecer e nos tornar zumbis, tudo aquilo que nossos inimigos querem, nos dedicar a fazer, no aqui e no agora, com os recursos intelectuais, morais e materiais que temos outros tempos para habitar. Podemos fazer de nossos dias tempos distintos e distantes desse tempo de boçalidade e de ignomínia dominante, esse tempo de ignorância e de brutalidade. Os tempos humanos só são forjados pelos humanos, vamos, portanto, na contramão, no contratempo desses tempos horribilis criar maravilhas e belezas, criar mudanças e transformações, que não precisam esperar um grande dia, um grande momento para acontecer. Apostemos que as grandes mudanças, que os novos tempos se iniciam no aqui e agora, na vida e no cotidiano de cada um de nós, de cada um que diz não para esses tempos de arbítrio e miséria, de cada um que resolve afirmar a vida e a esperança, na prática e na ação. Nesses tempos só nos restam tramar outros tempos, contratempos, para que não viemos a soçobrar na angústia, no medo e no tédio.

 

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Durval Muniz de Albuquerque Jr. é professor, historiador e escreve aos domingos