OPINIÃO

Meu país do futebol

Sabe aquele político canalha do baixo clero,  que não saía dos círculos do “meu país do futebol”? O que estava presente, faça chuva ou sol, em todos os jogos, mesmo que fossem de seleções desconhecidas, de lugares ermos? Aparições garantidas em reuniões, eleições, sempre com um sorriso afável no rosto, se dizendo amigo do futebol e de todos que circularam pelos campos de jogo, principalmente da imprensa ?  Na verdade, essa é a descrição do nosso “mosca-varejeira” e ele só armava um golpe. Ele queria, tão somente, colocar as mãos, pés e a bunda na cadeira no melhor emprego desse mundo.
Afinal, onde um fracassado, envelhecido safardana sem perspectiva, pois já tinha passagens ruins em outros cargos que lhe renderam processos e quase prisão, iria encontrar esse Jardim do Éden ? Viagens sem fim, melhores hotéis, uísques, presença nos melhores eventos do planeta e com toda a pompa, importância de convidado especial, entrevistas, visibilidade, e acima de tudo, dinheiro, dinheiro, dinheiro nos bolsos, no cofre, na conta, sem a necessidade de prestação de contas, um verdadeiro sonho de consumo e isso estava na sua frente no “meu país do futebol”.
A oportunidade surgiu, mais ou menos assim como no governo do Brasil, muita gente desesperançada de ver gestões como a do passado recente, e depois de mais de vinte anos de uma gestão de  desmandos, ladroagens, enganações, eleições compradas, eleitores escondidos e trazidos somente na hora dos votos dados em troca de dinheiro vivo, placas de taxis, material esportivo, e até mesmo noites com mulheres lindas, pois, afinal, era assim que funcionavam as coisas no “meu país do futebol”, provocando uma acelerada decadência de nosso esporte que passava vergonha.
Diante desse quadro surgiu a chance da “mosca varejeira” ocupar o cargo tão sonhado, afinal, era esse o plano arquitetato.  Ele, afiançado, incentivado, abastado, deu o golpe que custou um bom dinheiro investido, a cadeira, finalmente,  ocupada depois de uma renúncia que custou alguns milhares de dólares, é bem verdade, mas sem a necessidade campanha ou da realização, pelo menos nesse começo, de qualquer outra mutreta, pois assim o “mosca varejeira” continuava com pecha de bom moço e nem precisou passar por ruim possível desgaste de campanha ou mesmo  ter que pedir votos.. Estava alí, rondando, circulando, se posicionando…e vapt!
O mandato no “meu país do futebol” chegou. O homem reles, agora se sentindo o verdadeiro rei da cocada preta. Nos primórdios, o mesmo sorriso, os mesmos afagos, canalhices treinadas, enganadoras promessas, garantias de idoneidade, e até gente boa, desinteressada, cansada do caos, embarcou na canoa furada do sem vergonha e o ajudou a criar uma ilusão de mudança real. Não passou muito tempo e a máscara caiu. Se falar mal deixou de ser seu “amigo”, perdeu a “confiança” e está contra mim, mais ou menos assim como um certo repulsivo presidente . A culpa é da imprensa, a independente, pois muitos, por favores, continuam do seu lado, balançando a cabeça a tudo que a “mosca varejeira” faz, mesmo que seja os maiores absurdos contra o futebol.
 O “mosca varejeira” não liga para as seleções. Somem nossos campos, nossas bases, deixaram de sonhar nossas meninas, e meninos também. As únicas ações da gestão são as promessas não cumpridas, quase todos os anos vamos ter projetos, visitas, investimentos, felicidade. Tudo mentira!  Mas, dizem seus “assessores” que tudo está bem, mesmo sabendo que o seu chefe se eterniza no comando do barco sem direção, sem transparência e que, aos poucos, a olhos vistos, vai minando o que ainda resta de bom no “meu país do futebol” sob a omissão, ou permissão, não sei bem, de todos que o ajudaram a se eternizar nesse melhor emprego do mundo.
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Edmo Sinedino é jornalista, ex-jogador de futebol e escreve aos domingos