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‘Canalha, corrupto e irresponsável’, diz Ciro Gomes em vídeo sobre ministro de Bolsonaro

O ex-ministro e ex-candidato à presidência, Ciro Gomes (PDT), divulgou um vídeo no Twitter fazendo críticas ao comportamento de Jair Bolsonaro e do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, diante da tragédia das queimadas na Amazônia. Na manhã de quinta-feira (22), Ciro fez uma palestra sobre Ciência e Tecnologia na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte, onde divulgou o vídeo nas redes sociais.

“Peço ao presidente Jair Bolsonaro que cale a boca, pare de falar tantas coisas que só põem gravame nessa situação terrível, que demita este canalha, incompetente e corrupto que ele nomeou para o Ministério do Meio Ambiente, como sinal de satisfação ao povo brasileiro e à Comunidade Internacional”.

Durante o encontro, o presidenciável afirmou ainda acreditar que a postura de Bolsonaro – em especial com relação a Amazônia – vai levar o país a sofrer um boicote da Europa em breve. “Nunca vi a imagem do Brasil tão degradada, tão enxovalhada como estou assistindo hoje”, disse Ciro. “Dentro de muito pouco tempo a Europa, maior compradora de produtos agrícolas brasileiros, vai nos impor restrições importantes que vão deixar o país com fratura exposta”, completou.

Ex-ministro da Fazenda, atual Economia, o político falou também sobre os problemas fiscais e comerciais do país. Ele considera o buraco na balança comercial preocupante, e, segundo Ciro, é mascarado pelo agronegócio e a mineração. O ex-ministro acredita que as declarações do Presidente vão incidir sobre isso e o Brasil pode ter restrições econômicas. “O dólar já passou de R$ 4 e pode chegar a R$5”, projetou.

Ciro criticou a postura de Bolsonaro e chamou ele de “canalha” ao culpar as Organizações Não Governamentais (ONG) pelo aumento do desmatamento e a onda de recentes queimadas no país. “Lamento dizer do presidente do meu país que ele é um irresponsável mentiroso”, afirmou. Gomes também ressaltou que Bolsonaro fez cortes nas verbas de fiscalização, autorizou 500 novos desmatamentos e não fez um gesto sequer para empoderar as estruturas de comando e controle sobre a Amazônia. “O mundo inteiro sabe disso”, lamentou.

“É preciso que Bolsonaro tome a linha de frente na defesa desse patrimônio que pertence aos brasileiros, mas também é objeto da cobiça internacional”, declarou.

*Com informações da Revista Fórum e do portal Metrópoles

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Pesquisador e jornalista com foco em direitos humanos, política e tecnologia baseado em Natal/RN. CONTATO: pedrohtorres@outlook.com