OPINIÃO

O melhor emprego do mundo

Quantos empregos no mundo dão a condição do sujeito, parasita, que nada faz, viajar e conhecer o mundo todo, se quiser, sem falar nos constantes “passeios” à Cidade Maravilhosa para para participar de “reuniões”, sem falar no astronômico salário que, somado, chega a mais de R$ 100 mil/mês, se colocado por baixo, pois não estou incluindo os ganhos semanais extras absurdos que a a “lei” possa lhe permite cobrar? Esse é o tipo de emprego, que o sujeito não quer largar nunca! Ele fará de tudo para prorrogá-lo, e, claro, nunca sequer aventar a possibilidade de  pô-lo em risco numa eleição limpa e justa.

Poucos magnatas no mundo têm a condição de desfrutar, todos os dias, das melhores bebidas – vinhos uísques, etc -, as mais deliciosas comidas dos mais caros restaurantes da cidade e, se quiser, do Nordeste ou do Brasil. Sem falar nos tão fuchicados, comentados, comprovados bacanais com mulheres lindas, jovens, todas elas pagas, é claro, a peso de ouro, pois de outra maneira não teriam como aturar velhotes repugnantes que, à força do dinheiro e poder, querem se passar por garanhões fortes e belos, pouco se lixando para a pantomima que promovem às escondidas, pois sabem que o povo nunca vai tomar conhecimento, e nem suas mulheres de Atenas.

E nesse emprego, talvez melhor do que “céu” Senado Federal, acreditem,  não tem cobrança quase nenhuma, a não ser de alguns repórteres que ainda acreditam que a decência um dia vai vencer a indecência nesse país; de uns poucos chamados de malucos que ainda têm esperança de ver triunfar a honestidade. No cargo, nesse em questão, não é necessário prestar contas, qualquer risca-risca  bem feito vai ser aprovado pelos seus pares que, nem de longe, vão querer comprar qualquer tipo de briga para não perder as migalhas certas que recebem para continuar balançando a cabeça e aceitando os absurdos de todos anos enquanto fingem não ver afundar tudo ao redor.

Esse emprego maravilhoso oferece condição do “eleito” ter carros que quer, modelos antigos, raros ou novos lançamentos, caríssimos. Ele pode escolher o mar, com passeios de lanchas caras, lindas, modernas no final de semana; no outro, a opção pelo campo para passear em seus cavalos de raça pura aproveitando o que a natureza tem de melhor, do mais puro verde, enquanto os vassalos preparam o regabofe da melhor qualidade, que vai alimentar meu séquitos de bajuladores mortos de fome, sempre presentes, sorridentes, elogiosos,  que atendem ao seu estalar de dedo, muitos deles aparecendo até mesmo sem convite.

O chefe mente,  promete, inventa,  trapaceia, faz graça, canta canções, zomba dos  inimigos, escracha esses mesmos dissidentes, caluniando-os, usando essa mesma curriola de sabujos, pagos, é bem verdade,  sempre a postos para atacar os rebeldes e defender seu chefinho em qualquer situação. Eles vão reforçar seu brado contra os que ele escolhe para escrachar e jogar a culpa pelo fracasso que é seu, mas que, na verdade, nunca vai reconhecer, pois terá sempre terceiros para fazer de “bodes expiatórios” em entrevistas tresloucadas e ridículas, mas, ridículas, entendam bem, somente para os que enxergam, ou querem enxergar o bandidão que quer posar de mocinho nessa fita tantas vezes repetida.

Me digam, me digam, quem não quer um emprego desses nesse nosso país de desgovernos, de justiça ao contrário, onde o certo é errado, e o errado é certo, como diria meu saudoso amigo Lúcio Sabiá, ex-jogador do Alecrim, já falecido? Por um emprego desses, por esse cargo, por tudo isso,  confesse: você não pagaria a bagatela de menos de R$ 200 mil? É claro que sim.

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Edmo Sinedino é jornalista, ex-jogador de futebol e escreve aos domingos