Debate na UFRN destaca força de mulheres cientistas na pesquisa do Brasil
Natal, RN 22 de jun 2024

Debate na UFRN destaca força de mulheres cientistas na pesquisa do Brasil

3 de março de 2020
Debate na UFRN destaca força de mulheres cientistas na pesquisa do Brasil

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O Brasil ocupa posição de destaque no número de publicações por mulheres, que assinam 72% dos artigos científicos. No entanto, o número de pesquisadoras ainda é menor que o dos homens. Essa realidade, que faz parte do cotidiano das mulheres nas Instituições de Ensino de todas as regiões do país, abrirá nesta quarta-feira (4) as atividades alusivas ao Dia Internacional da Mulher na UFRN.

Com o tema “Mulheres pesquisadoras: conquistas, perspectivas e desafios”, o debate promovido pelo ADURN-Sindicato está marcado para às 9h, no auditório da Biblioteca Central Zila Mamede, e vai discutir o caminho a ser percorrido para garantir a presença feminina nos mais altos postos, entre os pesquisadores com níveis mais altos do CNPQ, nos conselhos superiores das universidades e nas agências de fomento à pesquisa.

Na mesa, duas pesquisadoras de destaque da universidade: a cientista social e pesquisadora negra do Departamento de Comunicação Social da UFRN, Denise Carvalho, e a psiquiatra e neurocientista, Natália Mota, única sul-americana indicar ao prêmio Nature Research Award de 2019. A mediação será feita pela professora e mestre em Educação, Gilka Pimentel.

Denise Carvalho é pesquisadora e a única professora negra do DECOM da UFRN (foto: Alice Andrade)

Denise Carvalho

Cientista social negra e pesquisadora de pós-doutorado no Programa de Pós-Graduação em Estudos da Mídia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Denise Carvalho é doutora em Sociologia e mestre em Direitos Humanos pela Universidade de São Paulo (USP).

Atualmente participa do grupo de Estudos Pragmática da Comunicação e da Mídia: teorias, linguagens, indústrias culturais e cidadania da UFRN (PRAGMA/UFRN).  E já atuou como pesquisadora no Núcleo de Estudos da Violência da USP (NEV/USP) em Estudos sobre direitos humanos, homicídios, análise da Violência policial e do linchamento, Ouvidorias de Polícia e redução da letalidade em ações policiais no Brasil.

Natália Mota

Com graduação, mestrado e doutorado pela UFRN, Natália nunca saiu do Nordeste para estudar. Ela integra o laboratório Sono, sonhos e memória, do Instituto do Cérebro da UFRN, e pesquisa temas relacionados à psiquiatria e às neurociências. Em seus trabalhos, desenvolveu um algoritmo computacional que consegue diagnosticar a esquizofrenia através da fala do indivíduo com até 90% de acurácia, o que lhe rendeu o prêmio “Nature Research Awards for Inspiring Science and Innovating Science 2019”, uma das mais tradicionais revistas científicas do mundo.

Além de suas contribuições nesse campo, a cientista trabalha pela inclusão das mulheres na ciência, coordenando um grupo de pesquisadoras chamado Sci-Girls, a fim de trocar experiências e suporte mútuo.

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