Manifestações de 18 de março estão suspensas, mas mobilização continua
Natal, RN 22 de jun 2024

Manifestações de 18 de março estão suspensas, mas mobilização continua

13 de março de 2020
Manifestações de 18 de março estão suspensas, mas mobilização continua

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As manifestações em defesa da Educação e contra os retrocessos do governo Bolsonaro que seriam realizadas em 18 de março foram adiadas. As principais entidades e movimentos sociais envolvidos na organização dos protestos decidiram suspender a atividade em razão da pandemia do Coronavírus no Brasil. A recomendação dos médicos é para que as pessoas evitem aglomerações.

Emboras as manifestações de rua tenham sido canceladas, as paralisações estão mantidas na data. No Rio Grande do Norte, a UFRN, o IFRN e a UFERSA decidiram parar dia 18.

A União Nacional dos Estudantes foi a primeira entidade a anunciar a decisão e, na sequência, a Frente Brasil Popular também optou por adiar a manifestação convocada por entidades estudantis, movimentos e partidos de oposição ao governo do presidente Jair Bolsonaro. Os protestos seriam uma resposta aos cortes nos investimentos em universidades e institutos federais, praticado pelo governo federal desde 2019, contra o Future-se, projeto do Ministério da Educação que prevê a captação de recursos privados para as instituições, e contra o desmonte da educação, em geral.

De acordo com a UNE, é hora de demonstrar responsabilidade com a população brasileira, evitando grandes aglomerações, como recomenda a Organização Mundial de Saúde e o Ministério da Saúde.

"A UNE construirá nas redes sociais o grito de indignação com o que tem acontecido no Brasil, na educação, democracia e o desmonte dos serviços públicos. Também utilizaremos nossos canais para alertar aos estudantes brasileiros dos cuidados e precauções necessárias nesse momento, sem pânico, mas com prevenção Essa lamentável situação de saúde pública só deixou mais evidente a necessidade de mais investimentos e respeito pelas nossas instituições públicas de ensino e saúde", diz a nota divulgada pela entidade.

A UNE orienta ainda que as greves e paralisações sejam mantidas e que as universidades considerem suspender as aulas para evitar proliferação do vírus nos locais em que já há suspeita ou confirmação de casos do Coronavírus.

Também por meio de nota, a Frente Brasil Popular afirmou que é hora de unir esforços para reduzir os efeitos da pandemia na saúde da população:

- Neste momento delicado do País, entendemos que é necessário fazermos todos os esforços para evitar o agravamento da pandemia que está em curso. Isso exigirá um comportamento adequado de todos os atores políticos, principalmente do Judiciário, do Executivo e do Legislativo federal que deverão suspender a agenda de reformas neoliberais para concentrar todas as suas energias para encontrar meios que tenha a saúde do povo brasileiro como prioridade máxima", diz o coletivo.

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