Comunidade acadêmica pressiona, mas UFRN decide manter aulas presenciais
Natal, RN 26 de mai 2024

Comunidade acadêmica pressiona, mas UFRN decide manter aulas presenciais

16 de março de 2020
Comunidade acadêmica pressiona, mas UFRN decide manter aulas presenciais

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Após a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretar a pandemia do coronavírus, e mais de 200 casos da doença serem confirmados no Brasil, algumas universidades e faculdades brasileiras decidiram suspender as aulas, a fim de diminuir as chances de transmissão do vírus. No Brasil, o número de universidades públicas, privadas e institutos federais que resolveram paralisar suas atividades presenciais já chega a 40.

No Rio Grande do Norte a única universidade a decretar suspensão das aulas foi a UERN, já a maior universidade federal do Estado decidiu prosseguir com seu calendário acadêmico normalmente, mesmo com reivindicações da maioria dos estudantes, servidores e professores da instituição se posicionando a favor da suspensão das aulas e atividades administrativas até que o contágio do vírus esteja sob controle.

O DCE, a ATENS, a UNE, a ADURN-Sindicato e o Sinteste-RN, entidades que representam estudantes, docentes e servidores da UFRN, divulgaram uma nota conjunta defendendo a suspensão imediata do calendário acadêmico.

Em portaria publicada nesta segunda (16), a reitoria da UFRN reiterou a decisão recomendada pelo Comitê COVID-19 - criado excepcionalmente para deliberar sobre o assunto - e determinou que apenas professores e servidores dentro do grupo de risco, referente à idade, poderão adotar regime à distância.

Ainda de acordo com a portaria, estudantes e servidores que retornarem de viagens internacionais deverão cumprir regime domiciliar por 14 dias. A portaria tem vigência de 60 dias e é condicionada à manutenção da situação de Emergência de Saúde Pública.

"Nós continuaremos vigilantes, acompanhando dia a dia os acontecimentos em todo o país,  informaremos a comunidade universitária de todas as decisões tomadas pelo comitê e pela universidade", disse nas redes sociais oficiais, o reitor da UFRN, Professor José Daniel Diniz.

A decisão da reitoria não posiciona medidas de higiene para os espaços universitários. A realidade apontada pelos estudantes nas redes sociais em resposta ao posicionamento da reitoria é de que falta sabão para lavar as mãos, papel e até água em alguns banheiros dos campi universitários.

"A portaria só tapa o sol com a peneira, abre exceções para os grupos de risco mas, não trata o real problema que é a proliferação do vírus. As medidas são muito tímidas e a universidade deveria seguir o exemplo de outras instituições de ensino superior, como é o caso da UERN, e suspender as atividades do calendário acadêmico para conter o pico de contágio do vírus", critica o estudante Júlio Pontes, um dos coordenadores do DCE José Silton Pinheiro.

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