Associação Brasileira de Médicos pela Democracia pede união contra Covid e classifica como “lamentável” postura de entidades da categoria no RN
Natal, RN 19 de jun 2024

Associação Brasileira de Médicos pela Democracia pede união contra Covid e classifica como “lamentável” postura de entidades da categoria no RN

4 de abril de 2020
Associação Brasileira de Médicos pela Democracia pede união contra Covid e classifica como “lamentável” postura de entidades da categoria no RN

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A Associação Brasileira de Médicos e Médicas pela Democracia divulgou no início da noite deste sábado (4) uma nota manifestando preocupação com o enfrentamento da Covid-19 no Rio Grande do Norte.

Embora não tenha citado o caso específico, a entidade classificou como lamentável a postura do Sindicato dos Médicos e da Associação Médica do Rio Grande do Norte ao tentar suspender na Justiça a instalação do hospital de Campanha no Estado. O pedido foi negado pelo desembargador Glauber Rêgo.

- É lamentável a iniciativa recente de duas entidades médicas locais (Sindicato dos Médicos e Associação Médica/RN) que na contramão das orientações técnicas da Organização Mundial de Saúde, Ministério da Saúde e do Governo Estadual através da SESAP/RN, procuram criar obstáculos e cizânia ao invés de participar de forma construtiva e colaborativa nesse momento de calamidade pública”, diz um trecho da nota.

Leia a nota na íntegra:

A Associação Brasileira de Médicas e Médicos pela Democracia do Rio Grande do Norte vem por meio dessa manifestar preocupação com o enfrentamento da COVID-19 no Estado, considerando:

A imensa gravidade da situação já instalada, sinalizada pelos primeiros óbitos no Rio Grande do Norte;

A complexidade da situação com desfechos ainda desconhecidos em um país tropical e continental, o que gera riscos de toda sorte para a integridade social no nosso estado;

A vulnerabilidade do nosso sistema de saúde que pode entrar em colapso, não somente o Sistema Único de Saúde, o SUS, como também o setor privado;

A necessidade da união de toda a sociedade para que as metas e objetivos propostos possam ser alcançados;

A premência da tomada de decisões por parte de todos os Poderes constituídos no Rio Grande do Norte, em especial por parte do Poder Executivo sobre o qual recaem pesadas responsabilidades pela tomada de iniciativas para o enfrentamento da epidemia;

Conclama:

A sociedade a unir-se em torno dos Poderes democraticamente constituídos que são o eixo legítimo de governança, dando-lhe o crédito de confiança que não podem deixar de ter nesse momento de excepcional gravidade;

O Governo do Estado do Rio Grande do Norte, a realizar coletivas à imprensa e à sociedade, para atualização das informações relacionadas ao enfrentamento da epidemia e para dirimir quaisquer dúvidas que possam estar sendo veiculadas nas redes sociais sobre o andamento dos trabalhos em quaisquer aspectos, na medida do possível com representantes dos Poderes Legislativo e Judiciário;

O Ministério Público do Rio Grande do Norte para que, nesse grave momento, sem abrir mão do seu papel fiscalizatório, atue de maneira a assegurar a agilidade dos gastos públicos para que os objetivos de proteger e salvar vidas possam ser alcançados.

É natural que na vigência do Estado de direito a fiscalização do exercício do Poder continue se dando dentro dos ditames da lei. Não é, entretanto, admissível nesse momento no qual a união de todos é crucial para a segurança e o bem estar de cada um, que as dificuldades e precariedades sabidamente inerentes a nossa realidade possam ser usadas com objetivos políticos ou para satisfazer o ego ou o poder corporativo de ninguém.

É lamentável a iniciativa recente de duas entidades médicas locais (Sindicato dos Médicos e Associação Médica/RN) que na contramão das orientações técnicas da Organização Mundial de Saúde, Ministério da Saúde e do Governo Estadual através da SESAP/RN, procuram criar obstáculos e cizânia ao invés de participar de forma construtiva e colaborativa nesse momento de calamidade pública.

Sugerimos que as dúvidas e queixas que possam legitimamente surgir num processo tão sofrido como o atual sejam encaminhadas às pastas responsáveis do Poder Executivo para que, todas elas, sejam respondidas por ocasião das coletivas diárias já sugeridas.

Esse é o cenário ideal, no qual uma sociedade democrática atua de forma vigilante de modo a evitar prejuízos, incalculáveis neste momento, à segurança e ao bem estar de cada cidadão.

Por oportuno reforçamos a necessidade imperativa do Isolamento Social como ferramenta de redução do contágio, para proteção da população, sobretudo pessoas idosas e portadores de doenças crônicas, sendo esta a única forma conhecida de reduzirmos os internamentos e óbitos pela COVID-19.

Associação Brasileira de Médicas e Médicos pela Democracia do Rio Grande do Norte Natal, 04 de abril de 2020.

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