Bolsonaro acusa Alexandre de Moraes de tomar ‘decisão política’ ao impedir nomeação de Ramagem para PF
Natal, RN 16 de jun 2024

Bolsonaro acusa Alexandre de Moraes de tomar 'decisão política' ao impedir nomeação de Ramagem para PF

30 de abril de 2020
Bolsonaro acusa Alexandre de Moraes de tomar 'decisão política' ao impedir nomeação de Ramagem para PF

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) atacou, nesta quinta-feira (30), o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, que suspendeu ontem (29) a nomeação de Alexandre Ramagem para a direção-geral da Polícia Federal.

Em Porto Alegre, o presidente disse que a decisão foi “política” e que o próprio magistrado chegou ao topo da estrutura do Poder Judiciário por “amizade” com o ex-presidente Michel Temer (MDB).

A decisão de barrar o nome de Ramagem, atual diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), foi tomada liminarmente pelo ministro, atendendo a pedido feito pelo PDT, que viu na ação de Bolsonaro um desvio de finalidade. De acordo com Bolsonaro, a decisão "quase" criou uma "crise institucional" entre o Palácio do Planalto e a Corte.

Ramagem é amigo do presidente e de seus filhos e sua nomeação ocorreu em cima da saída do ex-juiz Sérgio Moro do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que reclamou de diversas tentativas de interferência na Polícia Federal. O estopim para o pedido de demissão de Moro foi a exoneração de Maurício Valeixo, seu aliado, do comando da corporação.

A relação do presidente com o escolhido para a PF foi um dos motivos para o veto à nomeação. Bolsonaro, no entanto, rebateu: “Como é que o senhor Alexandre de Moraes foi para o Supremo? Amizade com o senhor Michel Temer. Ou não foi?”, questionou na manhã desta quinta (30).

“Se não pode estar na PF, não pode estar na Abin também. No meu entender, uma decisão política. E ontem [quarta] comecei o pronunciamento falando da Constituição. Eu respeito a Constituição e tudo tem um limite. Eu não engoli ainda essa decisão do senhor Alexandre de Moraes. Não engoli. Não é essa a forma de tratar o chefe do Executivo, que não tem uma acusação de corrupção”, afirmou o presidente em coletiva com jornalistas.

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