Comunidade tradicional de terreiro em Extremoz pede apoio para sobreviver à pandemia
Natal, RN 27 de mai 2024

Comunidade tradicional de terreiro em Extremoz pede apoio para sobreviver à pandemia

9 de maio de 2020
Comunidade tradicional de terreiro em Extremoz pede apoio para sobreviver à pandemia

Ajude o Portal Saiba Mais a continuar produzindo jornalismo independente! Apoie com qualquer valor e faça parte dessa iniciativa.

Quero Apoiar

No município de Extremoz, os impactos da pandemia causada pelo novo coronavírus já são sentidos de forma mais severa por populações rurais, seja no acesso aos serviços de saúde, seja na manutenção de seus meios de vida. Povos e comunidades tradicionais estão entre as populações mais impactadas pela pandemia e pelo isolamento social.

Por observar a população da comunidade sem ter como manter suas atividades produtivas, e com uma demanda crescente de necessidades básicas, a Comunidade Tradicional de Terreiro Ilê Axé Dajô Obá Ogodô lançou a campanha "Ação Solidária Juntos Somos Mais Fortes", que pretende arrecadar alimentos e itens de higiene.

De acordo com a Iyalaxé Flaviana Maia, que atua no terreiro e convive com a comunidade do comum, desde o final de fevereiro a demanda por ajuda dos moradores é crescente.

"Nosso terreiro é um espaço de escuta e acolhimento que trabalha na comunidade com ações como a escolinha da jurema, projeto de alfabetização para jovens e adultos e temos notado a crescente vulnerabilidade nas famílias. Muitos perderam sua renda, são idosos ou trabalham com agricultura e não tem tido lucro, por isso lançamos a campanha para ajudar", explica.

Segundo o  boletim da secretaria de Estado de Saúde Pública divulgado neste sábado (9) Extremoz possui 81 casos suspeitos da Covid-19, 31 confirmados e nenhuma incidência de óbito pela doença. No município, seis moradores que tiveram a doença já estão recuperados.

O terreiro Ilê Axé Dajô Obá Ogodô conseguiu recentemente algumas doações de produtos de higiene que já foram entregues, porém, a maior demanda é de alimentação. A comunidade chegou a encaminhar um ofício à prefeitura de Extremoz por meio da Secretaria de Assistência Social, em que solicitavam 20 cestas básicas e receberam apenas três.

"A comunidade tem sofrido os efeitos da pandemia, já apresenta dois casos suspeitos, mas ainda assim as pessoas não estão entendendo a gravidade da situação. Aqui é como uma família bem grande, as pessoas estão sempre em contato umas com as outras, por isso, queremos também conscientizar os moradores, distribuir máscaras se possível, para que não haja uma grande contaminação", conta a Iyalaxé Flaviana.

O Comum é uma comunidade rural negra formada por cerca de 120 famílias e 300 pessoas que vivem em constante situação de vulnerabilidade socioeconômica. Em tempos de pandemia, essa população tem se tornado a mais afetada.

Dados para doações 

Para realizar doações destinadas a Comunidade do Comum podem ser feitas transferências para as seguintes contas. Mais informações podem ser obtidas através do telefone 84 98877-9265.

Conta Fácil Caixa
Operação: 023 Agência:  0539 Conta:  9758-6
Flaviana Maia da Rocha

Banco do Brasil
Agência: 1533-4 Conta: 106892-x
Omar Vinícius de Sena Cunha

As mais quentes do dia

Apoiar Saiba Mais

Pra quem deseja ajudar a fortalecer o debate público

QR Code

Ajude-nos a continuar produzindo jornalismo independente! Apoie com qualquer valor e faça parte dessa iniciativa.

Quero Apoiar

Este site utiliza cookies e solicita seus dados pessoais para melhorar sua experiência de navegação.