Bolsonaro pode tirar Rogério Marinho de ministério para acomodar Alcolumbre, diz jornal
Natal, RN 25 de jul 2024

Bolsonaro pode tirar Rogério Marinho de ministério para acomodar Alcolumbre, diz jornal

13 de janeiro de 2021
Bolsonaro pode tirar Rogério Marinho de ministério para acomodar Alcolumbre, diz jornal

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O futuro do potiguar Rogério Marinho à frente do ministério do Desenvolvimento Regional pode estar atrelado ao próximo presidente do Senado Federal.

De acordo com informações publicadas nesta quarta-feira (13) pelo jornal Valor Econômico, a pasta comandada hoje por Marinho deve servir para acomodar Davi Alcolumbre, atual presidente do Senado e que vem fazendo campanha pelo sucessor Henrique Pacheco (DEM-MG), também apoiado pelo Palácio do Planalto.

A imprensa vem divulgando há algumas semanas que o presidente Jair Bolsonaro já ofereceu um espaço entre os ministros para Alcolumbre e, segundo o Valor, a preferência do parlamentar eleito pelo Amapá é o ministério do Desenvolvimento Regional, pasta que toca obras estruturantes e tem orçamento para 2021 previsto em R$ 24 bilhões.

Alcolumbre deve virar ministro caso consiga emplacar Pacheco. A disputa no Senado, marcada para 1º de fevereiro, deve ser contra um candidato do MDB, ainda indefinido.

De acordo com o Valor, Davi Alcolumbre já está prometendo a senadores aliados mais verbas para os Estados a partir de obras e ações da pasta de Desenvolvimento Regional.

Caso troque o comando do ministério, Bolsonaro deve transferir Rogério Marinho para outra pasta, já que o potiguar tem agradado o chefe.

Ainda segundo o jornal Valor Econômico, a secretaria-geral da Presidência seria um destino possível. A pasta tem como atrativo a Subchefia de Assuntos Jurídicos (SAJ), pela qual passam todos os atos normativos, leis e medidas provisórias firmadas pelo presidente.

No entanto, a mudança não agradaria Marinho, que tem pretensões políticas e vem tratando o ministério como uma forma de melhorar a péssima imagem que tem no Rio Grande do Norte, fruto principalmente da época em que assumiu a relatoria da reforma Trabalhista, projeto que mudou mais de 100 artigos da CLT e é reconhecido como o maior ataque aos direitos trabalhistas do país desde a era Vargas.

A resposta contra Rogério Marinho veio nas urnas. Apesar de ter feito a segunda campanha mais cara entre todos os candidatos a deputado federal em 2018, o ex-tucano foi apenas o 12º mais votado e amargou a segunda suplência.

Nos bastidores da política local, Rogério Marinho vem travando uma batalha velada com o ministro Fábio Faria (PSD) de olho na única vaga para Senado Federal em disputa em 2022. Como o ex-governador do Estado Robinson Faria (PSD) deve tentar uma vaga para a Câmara Federal, a sobrevivência do filho estaria entre permanecer num ministério em caso de nova vitória de Bolsonaro ou concorrer ao Senado.

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