DEMOCRACIA

Francisco do PT: “A CPI da Covid no RN tem motivações eleitoreiras”

O que está por trás da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 no Rio Grande do Norte é o calendário eleitoral de 2022. A avaliação foi feita pelo deputado estadual Francisco do PT em entrevista ao programa Balbúrdia desta segunda-feira, 31. “A oposição está como alguém que não sabe nadar e, para não se afogar, pega em qualquer tábua de salvação”, afirmou o parlamentar, referindo-se ao pedido de abertura de uma CPI para investigar os contratos do Governo do Estado na pandemia.

Para Francisco, trata-se da tentativa de criar um fato político às vésperas de uma eleição e desviar a atenção do foco da CPI da Covid no Senado, que apura indícios de irregularidades em atos e omissões do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no combate à pandemia.

Isso porque, o pedido foi apresentado depois do Estado do RN ter ficado fora da lista de 21 unidades da Federação que apresentaram, segundo levantamento da Controladoria Geral da União (CGU), irregularidades na aplicação de recursos federais destinados ao combate à pandemia.

Ao contrário dos apontamentos da CGU encaminhado à CPI do Senado, “o próprio requerimento da CPI [protocolado por parlamentares da oposição à governadora Fátima Bezerra] já acusa o Governo. É um absurdo… há um pré-julgamento. Não se pretende investigar nada… só querem fazer palanque para as eleições”, avalia o deputado estadual pelo Partido dos Trabalhadores.

O parlamentar disse estar tranquilo quanto à legitimidade do instrumento que é prerrogativa do parlamento, mas indagou os deputados com mandatos anteriores sobre a não instalação de CPIs em outros governos. O deputado lembrou ainda que o parlamento tem hoje instalado a CPI da Arena das Dunas, suspensa com a justificativa que não se tinha condições de tramitar uma Comissão Parlamentar de Inquérito com o modelo de sessão remota.

Alguns deputados que hoje pedem a CPI da Covid, pediram o arquivamento da CPI da Arena das Dunas”, advertiu.

Francisco do PT, que participa da Frente Parlamentar das Águas da Assembleia Legislativa do RN, falou sobre o andamento dos trabalhos de transposição do Rio São Francisco no Estado. Ele lembrou que apesar de remontar à uma reivindicação da sociedade brasileira o Império, as obras só foram iniciadas pelo governo do presidente Lula.

Dados de relatórios oficiais do governo mostram que quando Bolsonaro foi eleito, em 2018, essas obras de transposição do Rio São Francisco estavam 96,5% concluídas. Desde então, a morosidade no andamento dos trabalhos não permitiu que fossem 100% concluídas.

“As águas do São Francisco – que deveriam começar a chegar aqui no primeiro semestre deste ano – agora só vai chegar no ano que vem”, disse o deputado que fez críticas ao ministro potiguar Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) por não ter agido no sentido de acelerar a conclusão dessas obras.

“Se o ministro Rogério Marinho tivesse o mesmo empenho com a obra do Rio São Francisco como quando espalha fake news, o RN já estava com essas águas”, afirmou.

O deputado falou ainda sobre os atos contra o presidente realizados no último sábado, 29, em todo o país, os cortes orçamentários e bloqueio de verbas que ameaçam a continuidade das atividades das Instituições Federais de Ensino no Estado, e sobre as eleições para 2022.

“Muitos políticos que falaram mal de Lula, no próximo ano, quando Ele estiver fazendo campanha, vão querer aparecer do lado do Lula… Escrevam aí!”.

Confira a entrevista na íntegra.

 

 

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