Pesquisadores do RN usam cordel e emojis em projeto para ‘traduzir’ linguagem científica
Natal, RN 18 de mai 2024

Pesquisadores do RN usam cordel e emojis em projeto para 'traduzir' linguagem científica

29 de julho de 2021
Pesquisadores do RN usam cordel e emojis em projeto para 'traduzir' linguagem científica

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Neuromodulação parassacral, meta-análise, plasticidade cortical, efeito da ETCC… Todos esses termos são estranhos à maioria da população brasileira. Tornar a compreensão da linguagem científica acessível à comunidade em geral é uma das tarefas da atividade “Alô Comunidade”, desenvolvida pelos alunos de Residência Multiprofissional no Cuidado à Saúde da Pessoa com Deficiência e do Mestrado em Neuroengenharia do Instituto Santos Dumont (ISD) na disciplina Educação para a Cidadania Global. O projeto utiliza desde o Cordel ao Instagram para desmistificar termos comuns à Ciência, mas estranhos ao cotidiano da população.

A disciplina foi idealizada e é ministrada por Reginaldo Freitas Júnior, diretor-geral do ISD. “A missão é traduzir um projeto de pesquisa para a comunidade que possa ser veiculado na mídia, para fazer com que as pessoas comuns, o trabalhador, o idoso, os pacientes atendidos no Instituto entendam o que está sendo desenvolvido no Centro de Educação e Pesquisa em Saúde Anita Garibaldi (Anita) e no Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra (IIN-ELS)”, destacou.

Além de tornar a linguagem científica popular, os alunos têm que integrar o autor da pesquisa ao trabalho a partir da discussão de pontos que poderiam tornar o conteúdo pesquisado melhor compreendido. “Esse é um exercício que pode contribuir para a formação dos pesquisadores, inclusive”, frisou Reginaldo Freitas Júnior.

Os trabalhos dos estudantes foram apresentados no último dia 21 e julgados por três convidados: Antônia Camilo da Silva, agente de Saúde em Macaíba, representando o elo entre a comunidade e o Sistema Único de Saúde (SUS); André Arruda, publicitário e editor do Blog Senadinho Macaíba, um dos mais acessados da região; e Tércio Tinoco, primeiro cadeirante eleito vereador em Natal.

A partir do uso de emojis, comuns na linguagem virtual, eles atribuíram avaliações reacionais com figurinhas pensativa, sem entender, satisfeita e muito satisfeita. Os convidados ficaram inteiramente livres para apontar necessidades de mudanças nos trabalhos apresentados. As adequações necessárias serão efetivadas pelos estudantes e os conteúdos finais serão utilizados nas redes sociais do Instituto Santos Dumont (@isdnarede).

Antônia Camilo, André Arruda e Tércio Tinoco parabenizaram a iniciativa e destacaram que os trabalhos poderão aproximar ainda mais a comunidade do ISD e transformar a Ciência em uma mola propulsora da inclusão social. “Estamos inundados de notícias negativas. O que é bom precisa ser divulgado e o que vocês estão fazendo é muito positivo e precisa ganhar o mundo”, destacou André Arruda.

Para Antônia Camilo, a compreensão de termos técnico-científicos é de extrema importância para o trabalho desenvolvido pelos agentes de saúde. “Nós conseguimos entender melhor e explicar melhor para os pacientes, para as pessoas que atendemos na região”, disse ela aos alunos que apresentaram os trabalhos.

O pioneirismo do ISD no tratamento à pessoa com deficiência e no desenvolvimento de pesquisas científicas foi enaltecido pelo vereador Tércio Tinoco. “O ISD está sempre à frente, sempre deixando um legado para nosso Estado e até internacionalmente. É muito gratificante ter excelentes profissionais. Como usuário, como pessoa com deficiência é muito gratificante estar aqui”, declarou Tércio Tinoco.

Um dos projetos apresentados foi em forma de cordel que tenta traduzir a pesquisa da mestranda Carolina Karla de Souza Evangelista com o tema "Caracterização eletrofisiológica da via auditiva de ratos Wistar em um modelo de perda auditiva induzida por ruído". Click e veja o vídeo do cordel recitado por Sarah Lima, psicóloga, residente do Instituto Santos Dumont (ISD) e participante do projeto de 'tradução da ciência'.

O título do cordel é: "Sostô, ruído medonho, bota o juízo para trabalhar"

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