Governo do RN lança programa para prevenir, monitorar e investigar incêndios florestais
Natal, RN 21 de mai 2024

Governo do RN lança programa para prevenir, monitorar e investigar incêndios florestais

30 de agosto de 2021
Governo do RN lança programa para prevenir, monitorar e investigar incêndios florestais

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O Rio Grande do Norte já é afetado por problemas de desertificações e áreas de seca. Para evitar o avanço dessa degradação, o Governo do Estado lançou nesta segunda (30), o Plano Estadual de Prevenção Ambiental e Combate às Queimadas e Incêndios Florestais - RN Sem Chamas. O grupo técnico quer otimizar ações que já vinham sendo realizadas para evitar queimadas e incêndios florestais e avançar no monitoramento de áreas queimadas.

Pelos dados levantados pelo Corpo de Bombeiros, grande parte dos incêndios foram iniciados em restos de lixo depositados em áreas abandonadas, próximas a áreas de vegetação por causa da queima de resíduos sólidos (entulhos, lixões), queima para limpeza de terrenos e em margens de rodovias, queima para cultivo agrícola, caça predatória, além da umidade relativa do ar, do período de estiagem e do aumento da intensidade dos ventos.

Nos últimos anos, as cidades de Patu, Parelhas e Portalegre sofreram incêndios de grandes proporções. Em Portalegre foi preciso enviar reforço para combater o incêndio na região serrana em 2019. Já em Patu, no mesmo ano, o fogo atingiu uma grande área da Serra do Lima que abriga, além do Santuário do Lima, uma vasta vegetação utilizada como base de pesquisa para cursos da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). Já no ano seguinte, em 2020, um novo incêndio de grandes proporções atingiu a vegetação que cobria a Serra da Capelinha, em Parelhas. O fogo era tão intenso, que as chamas registradas na região montanhosa podiam ser vistas do centro da cidade. Os incêndios comprometeram a vegetação e a biodiversidade local.

Além de prevenir e combater o surgimento de queimadas o Plano prevê, também um trabalho de investigação com parceria entre o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema), Bombeiros, Instituto Técnico e Científico de Perícia (Itep), Polícia Militar, Defesa Civil e Polícia Civil, além de colaboradores como Ibama, Caern e as Secretarias de Meio Ambiente dos municípios. Além de campanhas educativas, proprietários rurais também serão orientados quanto ao risco de queimadas nos terrenos.

Serra do Lima - Foto: Wilson Moreno

Monitoramento

“O objetivo é evitar emissão de gases de efeito estufa. Ainda precisamos criar um sistema para registro de ocorrências nos municípios para fazer mapeamento e alertar as prefeituras durante épocas secas. Em algumas situações poderemos até decretar situação de emergência ou calamidade pública para recuperação de certas áreas”, detalhou Robson Henrique, Coord. Meio ambiente e saneamento da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos.

Cerca de 90% dos incêndios florestais acontecem por causa da ação humana, o que levou os participantes dos diferente setores que atuam no Plano a apelarem para que os municípios intensifiquem a prevenção.

Essa política pública vem num momento muito importante. Já estamos começando a temporada dos incêndios florestais, que é algo devastador e que precisa ser erradicado no estado e isso acontece nos municípios. É lá onde temos que entrar forte com essa questão da prevenção. O Santuário do Lima que é aquela coisa linda estava sendo destruída por causa da ação humana”, alertou o Comandante Geral do Corpo de Bombeiros Militar, Coronel Monteiro.

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