80% dos estudantes da UFRN iniciaram imunização, aponta pesquisa do DCE
Natal, RN 29 de mai 2024

80% dos estudantes da UFRN iniciaram imunização, aponta pesquisa do DCE

16 de setembro de 2021
80% dos estudantes da UFRN iniciaram imunização, aponta pesquisa do DCE

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O Diretório Central de Estudantes (DCE) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) realizou pesquisa por meio de questionário respondido voluntariamente entre os dias 19 de agosto e 9 de setembro de 2021. O levantamento mostrou que 60% queriam o retorno das aulas presenciais e 80% haviam tomado ao menos uma dose de vacina anticovid.

O resultado foi compartilhado pela coordenadora do DCE, Amanda Moura, no Programa Balbúrdia desta quinta-feira (16).

A Universidade ainda não se pronunciou oficialmente sobre o retorno da comunidade escolar às salas de aula. No Rio Grande do Norte, entre as universidades públicas, apenas Uern aprovou a retomada, para fevereiro de 2022. Ufersa está discutindo a volta em janeiro e IFRN planeja retomada híbrida em novembro deste ano.

De acordo com Amanda, que é estudante de Ecologia e presidenta do Centro Acadêmico do curso, 3.180 estudantes responderam à enquete, que perguntou também em que condições os discentes gostariam do retorno presencial.

“A gente compreende que não pode discutir sobre os estudantes sem os estudantes. Compreendemos que existem diversas realidades. Tem estudantes do interior que não estão conseguindo se sustentar aqui presencialmente. Existem estudantes como eu, que tive que abdicar de várias matérias pra poder trabalhar com a minha mãe, pra trazer o sustento pra casa. São várias realidades que a pandemia trouxe, ou agravou”, destacou.

Os protocolos de biossegurança também foram discutidos junto aos centros acadêmicos. “A gente vai exigir da Universidade uma volta segura. Pra ter um retorno seguro, a gente precisa de um protocolo. Precisa garantir um sabonete dentro de um banheiro, que não era o que a gente via. Às vezes faltava papel higiênico”, reclamou.

Amanda conta também que os estudantes de modo geral avaliam que houve profunda precarização do ensino com a modalidade remota.

“Eu compreendo que muitos professores se esforçam muito pra conseguir se adaptar a esse novo cenário de ensino. Adoraria agradecer a todos eles, mas ao mesmo tempo, infelizmente, não é o suficiente”, comentou, ao destacar também as dificuldades financeiras aprofundadas pelos cortes de auxílios.

Segundo a representante estudantil, por um período de dois meses residentes ficaram sem auxílio-refeição e alguns chegaram a passar fome. Também disse que muitas mulheres que ficaram sem o auxílio-creche tiveram que abandonar os estudos.

“O que faz a gente ficar de mãos atadas é a falta de comunicação com a UFRN. O que a gente não para de fazer é procurar a reitoria. Procurar a reitoria, e querer conversa, e ser ignorado. A gente passou um bom tempo durante essa pandemia sendo ignorado”, lamentou a coordenadora do DCE.

Confira entrevista na íntegra:

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