Desde 2015, cobertura vacinal de BCG e poliomielite só atingiu mais de 90% das crianças do RN uma vez
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Desde 2015, cobertura vacinal de BCG e poliomielite só atingiu mais de 90% das crianças do RN uma vez

10 de setembro de 2021
Desde 2015, cobertura vacinal de BCG e poliomielite só atingiu mais de 90% das crianças do RN uma vez

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No período de 2016 a 2020, o único ano em que mais de 90% das crianças do Rio Grande do Norte foram vacinadas contra a BCG e a poliomielite foi 2018, quando a cobertura de BCG chegou a 107,7%, e a de poliomielite atingiu 90,32%, segundo dados fornecidos pela Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) nesta sexta-feira, 10.

Em todos os outros anos, o percentual não atingiu a marca que é preconizada pelo Ministério da Saúde.

Quedas sucessivos nas coberturas vacinais têm sido registradas desde 2015, levando a percentuais de vacinação semelhantes aos da década de 1980. O alerta foi feito pela especialista em epidemiologia e assessora técnica da Coordenação Geral do Programa Nacional de Imunizações (PNI) Antônia Maria Teixeira, ontem, durante a Jornada Nacional de Imunizações.

Segundo informações divulgadas na Agência Brasil, a pandemia contribui para essa queda, mas o movimento é anterior à Covid-19. Segundo a enfermeira, a adoção da quarentena e lockdown afetou a vacinação de bebês em pelo menos 68 países. O dado aparece em pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Falta acesso e há desinformação sobre as vacinas, alertou a enfermeira no evento nacional. "É um processo que antecede e é potencializado pela pandemia e não limitado ao Brasil. É mais uma pandemia em curso, com riscos reais para outras doenças", alertou.

Antônia Teixeira descreveu que, na década de 1980, o Programa Nacional de Imunizações disponibilizava menos tipos de vacinas nos calendários de rotina das crianças e havia altas taxas de incidência de doenças imunopreviníveis. A cada triênio, porém, era possível observar crescimento das coberturas.

Na década de 1980, descreveu Teixeira, Programa Nacional de Imunizações disponibilizava menos tipos de vacinas nos calendários de rotina das crianças e havia altas taxas de incidência de doenças imunopreviníveis. A cada triênio, porém, era possível observar crescimento das coberturas.

No estado potiguar, o ano com menor registro vacinal de crianças menores de um ano com a BCG (Bacilo Calmette-Guérin) foi 2017, quando foi alcançada apenas 67,22% da cobertura. Já no caso da vacina poliomielite, 2017 e 2020 quase empatam com as marcas de 69,52% e 69,58% de aplicação, respectivamente.

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