RN tem aumento de ocupação de leitos críticos por pacientes com covid-19 e mais de 200 mil pessoas com D2 atrasada
Natal, RN 30 de mai 2024

RN tem aumento de ocupação de leitos críticos por pacientes com covid-19 e mais de 200 mil pessoas com D2 atrasada

29 de outubro de 2021
RN tem aumento de ocupação de leitos críticos por pacientes com covid-19 e mais de 200 mil pessoas com D2 atrasada

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Depois que a plataforma Regula RN apontou nesta sexta (29) uma ocupação de 46,7% dos leitos críticos (semi-intensivos e UTI’s) no Rio Grande do Norte, sendo 48,4% na região metropolitana de Natal, 38,6% na região Oeste e 58,3% na região do Seridó, que há poucos dias apresentava uma ocupação abaixo dos 10%, o Governo do Estado, juntamente com outras instituições, emitiram uma nota de alerta de retomada do Pacto pela Vida, que implica num conjunto de ações para contenção da covid-19.

No dia 7 de outubro, Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) chegou a anunciar que o principal hospital de referência do Estado, o Hospital Giselda Trigueiro, estava há 30 (trinta) dias sem óbitos por Covid-19. Na mesma época, foi identificado que dos 164 pacientes internados, 108 eram não vacinados. Ou seja, 64% das internações deste período foram de pessoas não idosas e que não estavam vacinadas. Até o momento, já são mais de 200 mil pessoas que, segundo a plataforma RN Mais Vacina, até receberam a primeira dose (D1), mas não voltaram para concluir o esquema vacinal e estão com a D2 atrasada.

No documento, assinado pela Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap), Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Norte, Federação dos Municípios do RN, Ministério Público do Rio Grande do Norte, Ministério Público do Trabalho no RN, Procuradoria da República no Rio Grande do Norte e Defensoria Pública do RN, as instituições pedem que os municípios mantenham os protocolos sanitários e que as pessoas completem o esquema vacinal contra a covid-19.

As prefeituras, assim como os Ministérios Públicos e a Defensoria Pública, acompanharam nas duas últimas semanas alterações do mapa do indicador composto evidenciando um aumento do número de casos em todo Estado. O indicador composto, parâmetro desenvolvido pelo Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde da UFRN (Lais/ UFRN) para indicar o aumento ou regressão da pandemia no mapa do RN através de cores, sendo a cor amarela uma sinalização de aumento no número de solicitações de leitos críticos no sistema de regulação (Regula RN).

"Esse é o ponto mais importante em nossa discussão, devido a eficácia comprovada da vacinação. Somente com a vacina que conseguiremos atingir um patamar de controle da pandemia. Além disso, é importante ressaltar a importância do Passaporte Vacinal para acesso a ambientes e aglomerações que será a garantia de que as pessoas estejam vacinadas", lembra Lyane Ramalho, secretária adjunta da Sesap.

Nesta sexta, havia 97 leitos críticos disponíveis e quatro pacientes da fila de espera por internação em todo o Estado. Destes, 70 leitos estão disponíveis na região metropolitana de Natal, onde estão três pacientes aguardando internação, e 27 leitos na região Oeste, onde um paciente aguarda na fila.

Solicitações por leitos cresce nos últimos 15 dias

Há 15 dias eram registradas 27 solicitações de leitos em todo o RN e, desde então, esse número vem crescendo. Nesta quinta (28) foram registrados 29 pedidos e só até a manhã desta sexta, o sistema Regula RN já contabilizava 25 solicitações.

Dois hospitais atingem 100% de ocupação

No Hospital Maria Alice Fernandes, em Natal, e no Hospital Nelson Inácio dos Santos, em Açu, os leitos críticos para pacientes com covid-19 já foram todos ocupados. Além deles, outras unidades de saúde voltaram a apresentar alta taxa de ocupação, é o caso do Hospital de Campanha de Natal que está com 91,7% de seus leitos críticos ocupados; do Hospital Regional Telecila Freitas Fontes, em Caicó, com 85,71%; do Hospital Colônia Dr João Machado, em Natal, com 80% e do Hospital Maternidade Belarmina Monte, em São Gonçalo do Amarante,  com 70% de ocupação de seus leitos críticos.

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