“O prefeito Álvaro Dias retrocedeu ao século da escravidão”, diz Sindsaúde diante de cortes de gratificações
Natal, RN 13 de abr 2024

“O prefeito Álvaro Dias retrocedeu ao século da escravidão”, diz Sindsaúde diante de cortes de gratificações

12 de novembro de 2021
3min
“O prefeito Álvaro Dias retrocedeu ao século da escravidão”, diz Sindsaúde diante de cortes de gratificações

Ajude o Portal Saiba Mais a continuar produzindo jornalismo independente! Apoie com qualquer valor e faça parte dessa iniciativa.

Quero Apoiar

A diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde-RN), Kelly Jane Pinheiro, denuncia que a Prefeitura de Natal está descumprindo a legislação trabalhista ao cortar gratificações de servidores que tiram férias, licença prêmio, licença maternidade ou estão afastados por meio de atestado médico.

“Tenho a impressão de que o prefeito Álvaro Dias retrocedeu ao século da escravidão. O pessoal trabalhava forçado sem ter direito a nada. Ele está nos reduzindo, negando nossos direitos”, disse ela, que nesta sexta-feira (12) em entrevista ao Programa Balbúrdia. Na oportunidade Kelly explicou que a Procuradoria Geral do Município (PGM) emitiu um parecer que corta os benefícios nos salários daqueles que estão em trabalho remoto.

“Para a Prefeitura, todos que por legislação têm direito de ter sua remuneração integral estão sendo desrespeitados. Infelizmente, a Prefeitura de Natal vem descumprindo direitos trabalhistas. Desde 2013 são greves por cima de greves, paralisações seguidas de paralisações no serviço público em geral”, contextualizou a sindicalista, apontando ainda que na pandemia diversos servidores não receberam insalubridade e adicional noturno, além de quinquênios atrasados. “O prefeito Álvaro Dias está lucrando em cima das nossas costas”, acusou.

Diante dos cortes, representantes do Sindsaúde-RN, além dos sindicatos dos Enfermeiros (Sindern), Odontologistas (Soern) e Servidores Municipais (Sinsenat), se reuniram na quarta-feira (10) com a secretária municipal de Administração, Adamires França, que comunicou que a situação se repete em todas as pastas, não apenas na Saúde.

Segundo Kelly Pinheiro, o município de Natal tem em média 7 mil servidores da área e dá um exemplo: “Um técnico de enfermagem plantonista tem um salário base inicial de 1.369 reais. A gratificação é 1 mil reais. Se esse servidor se afasta por licença, perde a insalubridade e vale-transporte o que já quer dizer em torno de 500 a 600 reais. Então, hoje o servidor perde em torno da metade de seu salário”.

Haverá nova reunião com a PGM e o sindicato pleiteia reverter a decisão.

“A gente recebeu denúncias de servidor que está fazendo quimioterapia e vai trabalhar doente, porque se colocar atestado vai ter redução da remuneração”, lamentou.

Confira a entrevista completa:

[embed]https://www.youtube.com/watch?v=Jq4UG7pMEio[/embed]

Apoiar Saiba Mais

Pra quem deseja ajudar a fortalecer o debate público

QR Code

Ajude-nos a continuar produzindo jornalismo independente! Apoie com qualquer valor e faça parte dessa iniciativa.

Quero Apoiar

Este site utiliza cookies e solicita seus dados pessoais para melhorar sua experiência de navegação.