Sindsaúde denuncia ataques a funcionários do HWG e faz desabafo: “o trabalhador também é vítima”
Natal, RN 24 de mai 2024

Sindsaúde denuncia ataques a funcionários do HWG e faz desabafo: "o trabalhador também é vítima"

11 de novembro de 2021
Sindsaúde denuncia ataques a funcionários do HWG e faz desabafo:

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O Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do RN (Sindsaúde/RN) fez um desabafo no site e redes sociais da categoria lembrando que os servidores que estão no Hospital Walfredo Gurgel trabalham sem estrutura. O texto foi publicado em consequência da "triste busca de José Willians da Rocha por atendimento médico cujo fim se deu, infelizmente, com sua morte”, pontua. O Sindisaúde afirma no texto que os servidores do HWG "passaram a ser cruelmente atacados e culpabilizados pelo ocorrido como se tivessem negado atendimento ao paciente".

A Secretaria de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (SESAP) abriu, logo após o episódio, uma sindicância para investigar o caso. E o Sindisaúde ressalta que essa investigação estaria procurando "quais trabalhadores estavam de plantão no dia como se, de fato, procurassem um culpado".

O texto do Sindsaúde denuncia que tanto no Estado quanto no Município, existe um Sistema de Regulação ineficaz "que os trabalhadores da saúde são obrigados a seguir mesmo sem as menores condições"e esclarece sobre os procedimentos adotados no Hospital Walfredo Gurgel.

O Sindicato diz que o primeiro contato do paciente ao chegar em uma Unidade como o Walfredo Gurgel é feito pelo setor de Classificação de Risco. O certo é que este acolhimento seja feito por uma equipe composta por um profissional da enfermagem, técnicos de enfermagem e, no mínimo, um médico.

"No fatídico dia, segundo a entrevista de Maria de Fátima Pereira Pinheiro, diretora do WG", o Hospital inteiro só contava com "a presença de 2 médicos, visto que por falta de pagamento das cooperativas, muitos profissionais encontram-se hoje em greve".

O Sindicato também lembra que "Além da categoria dos médicos, esclarecemos que mesmo em estado de greve, os demais servidores da saúde estadual, continuam trabalhando e cumprindo o percentual obrigatório de 30% para os atendimentos, ainda assim, muitas vezes devido a superlotação, até mais de 50% ou 70% de pessoal fica no setor do hospital, pois não é possível cumprir nem o mínimo do direito que a greve dá".

Esses dados, defende o texto, "é muito importante que a população entenda o movimento de greve trabalhista e não deslegitime a luta destes profissionais. Estamos falando de pessoas que trabalham com jornadas duplas e até triplas, com salários defasados, com uma sobrecarga de trabalho desumana, fazendo malabarismos todos os dias para prestar um atendimento digno à população".

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