Covid: Relatório do LAIS aponta urgente necessidade de vacinação de crianças no RN
Natal, RN 18 de jul 2024

Covid: Relatório do LAIS aponta urgente necessidade de vacinação de crianças no RN

27 de dezembro de 2021
3min
Covid: Relatório do LAIS aponta urgente necessidade de vacinação de crianças no RN

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O atual quadro da epidemia da Covid- 19 no RN tem dois pontos importantes: a redução sustentável de novos casos graves e de mortes provocados pela doença e a urgente necessidade de vacinação de crianças a partir de 5 anos. Esses são os principais pontos apontados em relatório do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS/UFRN).

O relatório analisa desde o inicio da pandemia, mas foca as orientações a partir de dados de dezembro 2021. A análise atribui a redução à grande adesão da população à vacinação. Os gráficos mostram que a acentuada redução dos casos graves e mortes ocorreu dois meses após o início da vacinação.

"A alta taxa de adesão à vacinação contra a covid-19 da população geral do estado (84,48%) indica claramente que o povo potiguar quer se vacinar. Esse fator foi fundamental para que a variante Delta não tivesse impacto significativo na rede assistencial do estado, conforme havíamos sugerido nos relatórios publicados anteriormente", aponta o documento.

No documento, o LAIS diz que é necessário iniciar "urgentemente" a vacinação em crianças de 5 a 11 anos. "Especificamente em relação ao processo de imunização contra covid-19 no estado é necessário neste momento ampliar a vacinação entre a população mais jovem, de 12 a 17 anos e iniciar URGENTEMENTE a vacinação em crianças de 5 a 11 anos". Os pesquisadores dizem que essas ações são fundamentais por causa da aproximação da volta às aulas em 2022, prevista para o final do mês de janeiro e início do mês de fevereiro.

Número de casos da Covid

Pelos dados apresentados, entre o período de março de 2021 a novembro de 2021, houve redução de 83,24% no número de novos casos diários de covid-19. E o número baixo de casos de diários se mantém ao longo de nove meses.

O LAIS minimiza o perigo da nova variante ômicron, que circula no país e é mais transmissível, mas afirma que é preciso estudos mais aprofundados. O relatório justifica que o aumento das internações e mortes relacionados à Covid na Europa e nos Estados Unidos estavam relacionados à vítimas não vacinada, e que esse cenário vem se apresentando com a variante Delta e, agora, com a ômicron.

O relatórios é assinado pelos pesquisadores Carlos Alberto Pereira de Oliveira, Fernando Lucas, Higor Morais, Isabela Sales Moioli, Juciano Lacerda, Leonardo Galvão de Lima, Nícolas Veras, Pablo Holanda, Ricardo Valentim, Rodrigo Silva e Talita Brito.

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