TRABALHO

Petrobras conclui venda de ativos do RN, em meio a estado de greve de petroleiros contra privatizações

Após os trabalhadores aprovarem estado de greve contra as privatizações, a Petrobras assinou contrato com a Aguila Energia e Participações para a cessão, em conjunto com a Sonangol, da totalidade da participação de ambas as empresas no bloco exploratório terrestre POT-T-794, pertencente à concessão BT-POT-55A, localizada na Bacia Potiguar, no Rio Grande do Norte. A estatal informou na segunda-feira (27) que a negociação foi de 750 mil dólares.

Do total, 150 mil dólares foram pagos no mesmo dia e os outros 600 mil serão pagos no fechamento da transação. Os valores não consideram os ajustes devidos até o fechamento da transação, que está sujeito ao cumprimento de certas condições precedentes, tais como a aprovação pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A concessão BT-POT-55AA foi adquirida em 2006 na sétima Rodada de Licitações de Blocos realizada pela ANP. A Petrobras detém 70% de participação e a Sonangol, operadora da concessão, detém os demais 30%. O consórcio perfurou dois poços na área, sendo um descobridor de gás e um de delimitação.

As assembleias convocadas pela Federação única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos confirmaram o indicativo encaminhado à categoria de deflagração de greve nacional, caso o presidente Jair Bolsonaro e seus aliados no Congresso Nacional insistam no projeto de privatização da Petrobras.

A Federação encaminhou à estatal e ao Ministério de Minas e Energia documentos informando a deliberação dos trabalhadores, que também aprovaram uma contribuição assistencial a ser descontada dos salários para subsidiar as lutas e campanhas contra a privatização da empresa.

O Sindicato dos Petroleiros e Petroleiras do Rio Grande do Norte (Sindipetro-RN) divulgou que a base potiguar está alinhada à FUP para responder à ameaça de Bolsonaro e Paulo Guedes. Nesse momento, é imprescindível a união e a contribuição financeira da categoria para resistir à forte ofensiva privatista do governo federal, que está vendendo a preço de banana o patrimônio público brasileiro.

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