OPINIÃO

Bolsonaro não é de direita, ele é maluco

Não, a frase não é minha. Fosse de minha autoria seria mais que suspeita posto o conhecido nojo que tenho do despresidente e pelo fato de eu ser ideologicamente de Esquerda-Progressista. De qualquer forma já escrevi artigos com frases parecidas com essa.

Mas a afirmação é de ninguém menos que do ex-presidente do Credit Suisse Marcelo Kayath, economista do chamado “deus mercado” e que assumidamente nunca votou no PT. Mas garantiu que desta vez vota. “Bolsonaro oferece muito mais riscos do que Lula”, assinalou em entrevista.

O mercado parece estar percebendo o que parecia óbvio: Bolsonaro não é de Direita. Claro que ele e seu governo têm posturas de Extrema-Direita, mas isso foi uma circunstância. Jair e seus filhos viram no conservadorismo um guarda-chuvas político onde se abrigar e colaram com evangélicos neopentecostais, nacionalistas, neo nazistas etc. Mas todo mundo que acompanha política a sério sabe que Bolsonarismo é simplesmente oportunista.

O “mito” sempre foi agressivo e com sede de sangue desde os primeiros mandatos como deputado federal medíocre e tosco, mas já elogiou Lula e Chavez, já votou muitas vezes em pautas econômicas dos Governos Lula. Vai para onde o vento político leva. Em 2018 levou para os braços do conservadorismo e do liberalismo – simbolizado por Paulo Guedes – ao mesmo tempo.

Mas também sabemos todos que Jair nada tem de liberal. Hoje o mercado lembra que com Lula a Economia corria bem, posto que o petista apesar de progressista geria a parte econômica com um olho no peixe (ações sociais para o povo) e olho no gato (banqueiros, empresários e mercado) e dava certo para todos. Lula não criava conflitos políticos, pelo contrário, os resolvia, o que beneficiava a Economia. Hoje os liberais sentem falta disso.

Em suma, caiu a ficha do “deus mercado” de que Bolsonaro é péssimo para o crescimento econômico e faz todo mundo perder dinheiro. Ótimo para a campanha de Lula, que vem enquadrando a militância esquerdista alucinada para vencer e conseguir fazer um governo possível e priorizando consertar os estragos gerados pelo bolsonarismo. Na Economia também. Ou principalmente.

PS: Quem me conhece sabe que aqui não se comemora mortes. Mas hoje abriremos exceção para Olavo de Carvalho. Uma das pessoas mais asquerosas e nocivas do país (ainda que “auto exilado” nos EUA).

“Professor” que pregava o negacionismo e a anti-vacinação morreu de uma doença que ele insistia que não existia. Ironia. Passou anos chantageando o bolsonarismo, já que ele como “guia ideológico” do “movimento” percebeu que poderia se beneficiar dos seus “pupilos”. Seduziu muita gente com suas “aulas” e postagens cheias de palavrões e grosseria, tendo sido processado por muita gente (notadamente por Caetano) e não podia entrar no Brasil nem levar qualquer tipo de vida social ou a acadêmica (também pregava contra universidades e artistas).

Esse já vai tarde. Um lixo de ser humano.

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