Ambulatório Estadual de Saúde para pessoas trans já acolheu 100 pacientes em processo de transição de gênero no RN
Natal, RN 20 de jul 2024

Ambulatório Estadual de Saúde para pessoas trans já acolheu 100 pacientes em processo de transição de gênero no RN

10 de fevereiro de 2022
3min
Ambulatório Estadual de Saúde para pessoas trans já acolheu 100 pacientes em processo de transição de gênero no RN

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Desde 2020, quando foi criado, o Ambulatório Estadual de Saúde Integral para a População Transexual e Travesti do RN - Murilo Gonçalves, chegou nesta quarta (9) ao atendimento de 100 pessoas. São 50 mulheres trans e 48 homens trans, além de duas travestis, de Natal, Mossoró e mais 20 cidades do RN.

A unidade, administrado pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesap), oferece atendimento multidisciplinar, acolhimento e cuidado às pessoas que estão em processo de transição de gênero. O ambulatório conta com as especialidades de ginecologia, serviço social, psiquiatria, psicologia, mastologia, proctologia, urologia, enfermagem, dermatologia, cardiologia, reumatologia, ortopedia, nefrologia, infectologia, terapia ocupacional e nutricionista.

“Ofertamos atendimento integral da forma que todo indivíduo tem direito através da multidisciplinaridade. Não há nada mais enriquecedor para o paciente do que uma equipe que conte com profissionais de formações diferentes, tendo como objetivo final a assistência integral”, avalia a coordenadora do Ambulatório, Dra. Manuela Alves.

O Ambulatório Murilo Gonçalves funciona na Clínica do Instituto Medicina Tropical, no bairro das Quintas, em Natal, e tem parcerias da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e da Secretaria de Estado das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos (Semjidh), que, além de oferecer suporte especializado e capacitação para os profissionais da unidade, também realiza a ponte entre o paciente e a Rede de Apoio.

É uma pauta histórica do movimento organizado da população LGBT aqui do estado, em especial de pessoas transexuais e travestis”, aponta a coordenadora da Diversidade Sexual e de Gênero (Codis) da Semjidh, Janaína Lima.

Janaína, que também é uma mulher trans atendida no local, conta como essa população era ignorada, o que prejudicava o atendimento à saúde.

Estamos falando de uma população que foi negligenciada pelo sistema de saúde durante muito tempo. E a realidade da automedicação, com a utilização da hormonioterapia, de silicone industrial e diversos processos no campo da transição de gênero, infelizmente ainda é muito presente. Por isso é tão necessário criar uma porta especializada no SUS para atender a saúde de forma integral, que não é só hormonioterapia”, enfatiza.

Apesar de parecer um assunto em debate há muito tempo, somente no início deste ano, a partir de 1º de janeiro, a transexualidade deixou, oficialmente, de ser considerada um transtorno mental pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

É um marco legal muito recente e que, apesar de bastante significativo, representa o quanto ainda precisamos avançar enquanto sociedade nas políticas de diversidade de gênero. E esse é o nosso trabalho na Semjidh: suscitar o debate, promover políticas públicas e garantir os direitos para essa população”, concluiu Júlia Arruda, titular na Secretaria de Estado das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos.

O quê?

Ambulatório Estadual de Saúde Integral para a População Transexual e Travesti do RN - Murilo Gonçalves

Onde?

Na Clínica do Instituto de Medicina Tropical, na Rua Cônego Monte, 300, Bairro das Quintas, ao lado do Hospital Giselda Trigueiro.

Horário:

O atendimento acontece sempre às quartas-feiras e o agendamento é feito no próprio local ou através do telefone (84) 98132-6220. Não é necessário encaminhamento médico, apenas RG, cartão SUS e comprovante de residência.

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