Girão no PL pode ajudar ou atrapalhar projeto de reeleição de Joao Maia?
Natal, RN 16 de jul 2024

Girão no PL pode ajudar ou atrapalhar projeto de reeleição de Joao Maia?

17 de fevereiro de 2022
Girão no PL pode ajudar ou atrapalhar projeto de reeleição de Joao Maia?

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As especulações no mundo político potiguar de que o deputado General Girão, eleito pelo PSL mas já desfiliado da sigla, pode se filiar ao PL, partido do presidente Jair Bolsonaro atualmente, tem movimentado o tabuleiro de xadrez político e talvez tirado o sono do deputado federal João Maia, presidente estadual da legenda.

Explica-se: João Maia vem tendo problemas para formar uma nominata forte no PL para que a legenda atinja o quociente eleitoral e garanta ao menos uma cadeira na Câmara Federal, para ele tentar a reeleição como mais votado do partido, o que é provável que aconteça.

Nas eleições de 2018, o quociente eleitoral ficou em 202.353 votos, ou seja, com este número o partido ou coligação elegia um deputado, embora no somatório final e na divisão de cadeiras fosse possível eleger um deputado com menos votos. Tudo indica que o quociente este ano ficará nessa faixa, portanto o PL terá de repetir esses números em 2022, ou no mínimo 160 mil votos (80% do quociente), segundo a nova regra, para eleger deputado federal.

Neste raciocínio, João Maia sonha com candidatos com votação expressiva. A questão é: Indo para o PL, é certo que as votações de Girão e João somados aos demais candidatos chegarão aos 200 mil do quociente garantindo a eleição de um deputado. A pergunta que se faz é: Qual dos dois será o mais votado?

Porque em 2018 João Maia teve 93.505 votos pelo mesmo PL. Mas, Girão, à época pelo PSL, partido onde foi eleito o presidente Jair Bolsonaro, teve 81.640 votos. Uma diferença de menos de 12 mil votos entre os dois. Com os dois disputando o mesmo cargo é possível prever que a votação de ambos será parelha.

Mais que isso: Ambos também devem ter votação menor este ano. Girão devido ao desgaste do Governo Bolsonaro e ao fato de 2022 ter uma dinâmica diferente da "onda militar-conservadora" que dominou o pleito em 2018. João Maia porque talvez enfrente um adversário novo à Câmara, não no aspecto ideológico, mas geográfico, já que o cunhado Jaime Calado (PROS) pode ser candidato a Federal e tirar votos que João tinha como certos em colégios eleitorais importantes como São Gonçalo do Amarante, Macaíba e Parnamirim.

Nesta conjunção de fatores, Girão e João deverão ter votações muito próximas. E Maia sabe que pode ser ele a ficar sem o mandato, ainda que precise de ´puxadores de votos` no PL. Um paradoxo que ele terá de resolver. Por outro lado, se Girão for para o PL para concorrer ao Governo do Estado, como se especula, ajuda João no sentido de oferecer um palanque definido para a campanha, mas, o radicalismo que Girão levará à campanha afastará de Maia eleitores moderados.

João Maia tem outra questão interna para administrar: Se nacionalmente o PL virou bolsonarista, no Rio Grande do Norte os três deputados estaduais do partido, Kleber Rodrigues, Ubaldo Fernandes e George Soares, dão sustentação ao Governo Fátima Bezerra.

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