TRANSPARÊNCIA

Crescem taxas de desemprego e trabalho precário entre mulheres do Brasil e do RN

O desemprego, a informalidade, o trabalho precário, a subutilização da mão de obra e a redução dos rendimentos atingem de forma mais severa as mulheres. O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgou nesta semana o Boletim Especial 8 de Março – Dia da Mulher, com o título “Mulheres no mercado de trabalho brasileiro: velhas desigualdades e mais precarização”.

A análise compara os dados relacionados às trabalhadoras antes da pandemia (terceiro trimestre de 2019), ainda no primeiro ano do governo Bolsonaro, e no terceiro trimestre de 2021), apontando o crescimento das taxas de desocupação..

O Rio Grande do Norte tem 43,4% das mulheres subocupadas e 18%,2% desempregadas. Em 2019, esse índice era de 14,8%.Naquele ano, o rendimento médio nacional das mulheres era de R$ 2.139 e em 2021 passou para R$ 2.078.

Os dados expostos são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PnadC) e apresentam a situação das mulheres em idade ativa, ou seja, de 14 anos ou mais.

As informações são desagregadas por cor ou raça, isto é, para mulheres negras e não negras. No terceiro trimestre de 2021, a força de trabalho feminina contava com 1.106 mil mulheres a menos do que no mesmo trimestre de 2019, passando de 47.504 mil para 46.398 mil, o que significa que parcela expressiva de trabalhadoras saiu do mercado de trabalho durante a crise sanitária e ainda não havia retornado em 2021.

De acordo com o relatório, a redução entre as negras na força de trabalho foi de 925 mil mulheres no período, número superior ao das não negras, correspondente a 189 mil. Já o número de mulheres que não buscou ocupação e não trabalhou, entre 2019 e 2021, aumentou em 2.842 mil e passou de 39.553 mil para 42.395 mil. Desse total, 1.710 mil eram não negras e 1.117, negras.

“O resultado indica o desalento de parcela expressiva de mulheres que antes trabalhavam e agora não acreditam ser possível conseguir nova colocação ou têm receio de voltar ao trabalho por causa da pandemia”, destaca o levantamento.

Outro destaque é para a proporção de mulheres, tanto negras como não negras, que em 2021, procuravam colocação no mercado de trabalho há mais de um ano: 49,9% e 47,6%, respectivamente. Quase metade das mulheres desempregadas buscava trabalho há mais de um ano, sem encontrar.

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