Henrique é destaque negativo na mídia nacional como investigado pela Lava-Jato que espera ´julgamento do povo` na eleição
Natal, RN 13 de abr 2024

Henrique é destaque negativo na mídia nacional como investigado pela Lava-Jato que espera ´julgamento do povo` na eleição

25 de abril de 2022
3min
Henrique é destaque negativo na mídia nacional como investigado pela Lava-Jato que espera ´julgamento do povo` na eleição

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​O ex-deputado federal potiguar Henrique Eduardo Alves (PSB) voltou a ser destaque negativo na imprensa nacional. O ex-emedebista é citado com destaque e foto em reportagem dos jornalistas​ ​Felipe Bächtold e João Pedro Pitombo na Folha de São Paulo deste sábado, 23, com o título "​Presos na lava jato voltam às urnas e falam em julgamento do povo". A matéria mostra ​políticos que ​foram investigados, presos e que agora estão livres por diferentes motivos de processos judiciais da Lava Jato, como os ex-deputados Gim Argello, Luiz Argolo e Eduardo Cunha.

"​Henrique Eduardo Alves, que foi deputado federal por 11 mandatos consecutivos e presidente da Câmara entre 2013 e 2015, quer voltar após um hiato de oito anos fora do Congresso Nacional. O retorno à política acontece cinco anos depois de ter sido preso preventivamente âmbito das operações Sépsis e Manus, que investigaram supostos desvios de recursos da Caixa Econômica Federal e da construção da Arena das Dunas, em Natal. Hoje com 73 anos, Alves, 73, enfrentou 11 meses de prisão preventiva, entre junho de 2017 e maio de 2018, em decorrência de investigações derivadas do caso iniciado no Paraná. Seu principal processo teve sentença anulada pela Justiça Federal do DF em dezembro, e o ex-deputado ainda enfrenta três ações na Justiça Eleitoral no RN", registra a reportagem.

​A matéria assinala que o retorno de Henrique à Câmara dos Deputados, onde chegou a ser presidente, não será fácil. E aborda a saída traumática do MDB, partido onde foi filiado por 52 anos. Henrique recentemente se filiou ao PSB, presidido no RN pelo deputado federal Rafael Motta. Tanto Motta como Henrique disputarão cadeira na Câmara Federal e existe consenso que atualmente Rafael tem mais peso eleitoral que Alves, de maneira que se o partido, que tem nominata com oito nomes, fizer uma cadeira, o mais provável é que ela seja obtida por Rafael.

A Folha também conseguiu ouvir Henrique, que raramente concede entrevistas a veículos de imprensa potiguares. "​Me dói muito falar da prisão. Enfrentei uma das prisões preventivas mais longas do país, foram 328 dias sem ter uma condenação. Mas tudo o que eu vivi foi um aprendizado, me deu humildade e uma imensa capacidade de perdoar”, afirmou. A reportagem também assinala que Henrique diz que não guarda mágoas de carrascos, incluindo o então procurador-geral Rodrigo Janot, que pediu a sua prisão. E afirma que não terá problema em ser colega de Moro e Deltan no Congresso, caso os três sejam eleitos. “Quero virar essa página. Quem for merecedor, que se eleja e no Parlamento tenha capacidade de dialogar, de convencer e ser convencido”, diz.

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