TRANSPARÊNCIA

Servidores da saúde municipal acampam em frente à prefeitura de Natal à espera da reunião com Álvaro Dias

Os servidores da saúde acamparam, nesta sexta-feira (28) em frente à Prefeitura de Natal. Segundo o SindSaúde, os servidores estão dispostos a passar o dia inteiro no local à espera da reunião de negociação com o prefeito Álvaro Dias. A categoria afirma que é a única solução diante da falta de resposta à pauta de reivindicações que motivou greve iniciada em 11 de abril.

Desde o início da greve, a Prefeitura de Natal não apresentou nenhuma proposta de negociação com a categoria. “Os trabalhadores da saúde estão incansáveis, realizando diversos atos nas ruas e nos locais de trabalho, denunciando a situação precária da saúde na capital potiguar”, diz comunicado do SindSaúde.

Entre as principais reivindicações do movimento grevista estão:
Oito anos que a categoria não tem uma data-base
Revisão e atualização do Plano de Carreira
Implantação das gratificações
Não fechamento de serviços, como é o caso do Hospital Municipal de Natal
Convocação dos aprovados no último concurso da Saúde

Greve tem adesão em todas as unidades

Houve adesão a greve em todas as unidades de saúde da capital e pelas contas do Sindicato da categoria, de 300 a 400 pessoas têm participado das manifestações. A paralisação conta com profissionais da saúde de diferentes setores, como odontologia, serviço social, nutrição e psicologia, além da enfermagem. Com isso, os serviços da atenção básica, especializada e de urgência foram afetados.

A categoria denuncia que o pagamento de gratificações como quinquênios não tem sido repassado, apesar de aprovado anualmente durante a votação do orçamento pela Câmara Municipal de Natal.

Em 25 de dezembro de 2021, o prefeito de Natal decretou o fim do estado de calamidade na capital potiguar. A medida, também permitiu a Álvaro Dias retirar a gratificação dos servidores da saúde que trabalhavam e ainda cuidam de pacientes infectados com covid-19. Na mesma época, Dias também autorizou para si mesmo, secretários e auxiliares, aumentos salariais de 60% a até 100 %, em alguns casos, por meio de jetons.

Funcionários denunciam assédio moral

Além de negociar a data-base congelada há oito anos, o Plano de Cargos e Carreiras, pedir melhores condições de trabalho e o pagamento das gratificações, os servidores em greve também querem que a Prefeitura adote medidas para acabar com o assédio moral nas unidades da saúde resultado, entre outras coisas, do grande número de funcionários não concursados e que entram no serviço por meio de indicações políticas.

Outro ponto importante da negociação, é a convocação do cadastro reserva do concurso realizado em 2018. A medida, permitiria ampliar o quadro ativo de servidores para dar conta da demanda no setor.

 

Clique para ajudar a Agência Saiba Mais Clique para ajudar a Agência Saiba Mais
Artigo anteriorPróximo artigo