DEMOCRACIA

Carlos Eduardo seria beneficiado com retirada de candidatura de Ciro Gomes

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, publicamente vem negando que o pré-candidato a presidente pelo partido, Ciro Gomes, vai desistir da disputa presidencial. Mas, sabe-se que o presidente da sigla vem dialogando com Lula e o PT sobre essa possibilidade. Lupi também sofre pressão por parte de lideranças pedetistas, que veem com preocupação a baixa pontuação de Ciro nas pesquisas e acreditam que sem Ciro na disputa os palanques estaduais seriam mais viáveis para os candidatos do PDT.

Contrariando o que Ciro e Lupi imaginavam, o candidato do PDT não chega a dois dígitos nas pesquisas de intenção de voto. Segundo a pesquisa Datafolha mais recente Lula lidera a disputa presidencial com 43%, seguido por Bolsonaro com 26% e o pedetista com apenas 6%. Outras pesquisas em diversos cenários colocam sempre Ciro entre 5% e 9%.

Esse desempenho pífio em uma eleição polarizada, faz com que parte do PDT tema um fraco desempenho nas urnas e também a eleição de políticos do partido em vários estados. No Rio Grande do Norte, o partido tem o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves como pré-candidato ao Senado na chapa da governadora Fátima Bezerra (PT). Carlos lidera as pesquisas de intenção de voto para o Senado, mas a distância de seu principal oponente, o ex-ministro Rogério Marinho (PL) está cada vez menor. E ainda existe a possibilidade do deputado federal Rafael Motta (PSB) também ser candidato ao Senado pela situação.

Desta forma, Carlos sabe que precisará ter um palanque forte durante a campanha que será acirrada. Neste cenário, o pedetista teria Lula, que lidera com folga todas as pesquisas no RN, como um cabo eleitoral melhor do que Ciro Gomes. O próprio ex-prefeito em entrevistas admite que não vê problemas em estar nos palanques de Ciro e de Lula. Mas, o melhor cenário para Carlos conquistar votos seria uma eventual desistência do ex-governador do Ceará e tendo o candidato do PT pedindo votos para ele.

DESCONFIANÇA

O ex-prefeito de Natal ainda enfrenta a desconfiança por parte de políticos e militantes petistas, que não esquecem que ele apoiou Jair Bolsonaro em 2018, quando foi adversário de Fátima Bezerra no segundo turno da eleição potiguar. Carlos já se declarou arrependido por diversas vezes e vem criticando duramente o presidente. Mas Ciro tanto critica Bolsonaro quanto Lula, o que torna a tarefa de Alves de convencer os petistas ainda mais árdua.

Em outros estados, pedetistas começaram a se rebelar. Em Minas Gerais, o pré-candidato do partido ao governo, Miguel Corrêa Júnior, chegou a declarar apoio a Lula. No Maranhão, o PDT tenta viabilizar no a candidatura ao governo do senador Weverton Rocha com apoio do PT. Lupi tem afirmado que é natural acordos eleitorais regionais e que isso não chega a ser um problema. Problema será quando os candidatos do PDT não quiserem subir no palanque de Ciro criticando Lula e não chegando sequer a 10% dos votos.

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