TRANSPARÊNCIA

Em Natal, despesas individuais com alimentação aumentaram 56% desde o começo do governo Bolsonaro, segundo CES/Idema

A alta inflação no governo Bolsonaro tem atingido principalmente os alimentos. Em Natal, as despesas, por pessoa, com os produtos de alimentação essenciais somaram R$ 517,67 em abril de 2022. O valor indica um aumento de 56% se comparado a dezembro de 2018, quando estava em R$ 331,60, antes do atual governo.

O custo da cesta básica na capital potiguar apresentou no último mês analisado uma variação positiva de 2,87% em relação ao mês anterior.

O cálculo foi divulgado nesta quarta-feira (11) pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte – Idema, por meio da Coordenadoria de Estudos Socioeconômicos – CES.

Ainda de acordo com o Instituto, para uma família constituída por quatro pessoas, o custo da alimentação básica alcançou R$ 2.070,68. E, se a essa quantia fossem adicionados os gastos com vestuário, despesas pessoais, transportes, dentre outros, o dispêndio total seria de R$ 6.385,78.

Segundo o gestor da CES, Azaias Bezerra, o resultado foi o mais alto dos últimos 10 anos, impactando diretamente na vida das pessoas.

Dos treze produtos que compõem a Cesta Básica, nove tiveram variação positiva: Farinha (15,79%), Pão (12,92%), Leite (9,17%), Óleo (7,87%), Açúcar (7,11%), Feijão (5,13%), Arroz (3,87%), Café (2,16%) e Tubérculos (0,86%). As variações negativas ocorreram em quatro produtos restantes: Margarina (-3,66%), Carne de Boi (-2,26%) Frutas (-1,09%) e Legumes (- 0,93%).

“Essa alta envolve uma série de fatores: a pandemia, a produção de vários produtos caiu; quem vende quer tirar no preço o atraso do tempo que não conseguiu vender; o preço dos combustíveis, por causa do transporte”, enumera. Azaias. “A gente enxerga uma demanda de preço muito grande, especialmente nesses nove produtos essenciais”.

IPC

Outro indicador da evolução do custo de vida das famílias, o Índice de Preços ao Consumidor – IPC, da cidade do Natal, calculado pelo CES, registrou para o mês de abril, uma variação positiva de 1,48% em relação ao mês anterior. Com esse resultado, a variação no ano ficou em 4%, nos últimos doze meses (maio/2021 a abril/2022) atingiu 10,34%.

O grupo Alimentação e Bebidas, que responde por 32,43% do índice geral em termos de participação no orçamento familiar, apresentou uma variação de 2,35% em relação ao mês anterior. Os itens que mais contribuíram para esse aumento de preços foram: hortaliças e verduras (13,16%), farinhas, féculas e massas (6,42%), panificados (5,70%), sal e condimentos (5,05%), cereais, leguminosas e oleaginosas (4,46%) e açúcares e derivados (2,90%).

Já o grupo Saúde e Cuidados Pessoais apresentou neste período uma variação de 2,17% em função dos aumentos de preços nos seguintes itens: serviços médicos e dentários (3,63%), produtos farmacêuticos (3,62%) e higiene pessoal (1,65%).

O grupo Transporte subiu 1,62%. Os itens que mais contribuíram para esse aumento de preços foram: transporte público (4,51%) e combustível (veículos) (1,02%).

IPC
Janeiro – 0,67%
Fevereiro – 0,91%
Março – 0,88%
Abril – 1,48%

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Isabela Santos é jornalista e repórter da agência Saiba Mais