DEMOCRACIA

Fábio Dantas tem histórico de votações fracas e seis mudanças partidárias

Pré-candidato ao Governo do Estado pelo Solidariedade, o advogado e empresário Fábio Dantas vem investindo no anipetismo e em uma suposta rejeição da população ao governo Fátima Bezerra (PT), e mantinha a expectativa de que seu nome atingisse números consistentes de intenção de voto na pesquisa Brâmane/Blog do BG divulgada nesta terça-feira, 10. Não foi o que aconteceu.

Na faixa estimulada, Fábio atingiu apenas 8,3% das intenções de voto, ficando atrás do senador Styvenson Valentim (Podemos) com 15%. Fátima lidera com 31,4%. Na faixa espontânea, Fábio ficou com 7,6% contra 10,1% de Styvenson e 27,5%.

Apesar do otimismo da oposição e do bolsonarismo, liderado no Estado pelo ex-ministro Rogério Marinho, pré-candidato ao Senado, o histórico eleitoral de Fábio, que é filho do ex-prefeito de São José de Mipibu, Arlindo Dantas, mostra votações fracas e sem expressividade eleitoral. Entre 2003 e 2008, assumiu o cargo de diretor do Instituto Técnico-Científico de Perícia do Rio Grande do Norte (ITEP/RN), o que o levou a se eleger deputado Estadual em 2010, com 35.374 votos, pelo PHS, sendo o 19º mais votado. Quem teve mais votos para a ALRN naquela eleição foi Antônio Jácome com 54.743.

Em 2014, foi eleito vice-Governador do Estado, na chapa de Robinson Faria. Em 2018, rompeu com o Governo Robinson e teve o nome lançado como pré-candidato ao Governo, mas sua candidatura não conseguiu ser viabilizada. Naquele pleito, elegeu deputada estadual a esposa Cristiane Dantas, que teve 38.955 votos, ficando em 12º lugar. O mais votado foi Ricardo Motta, com 80.249.

Fábio não disputou cargos em 2018, mas conseguiu reeleger Cristiane, com menos votos que na eleição anterior: 33.860 votos, embora tenha sido a décima mais votada. O campeão de votos foi Ezequiel Ferreira de Souza, atual presidente da Assembleia, com 58.221 votos

VAI E VEM PARTIDÁRIO

Chama a atenção as mudanças partidárias de Fábio. Começou no PSB, ainda liderado por Wilma de Faria, onde ficou de 2003 a 2005. Neste ano foi para o PHS, de onde saiu em 2006 e voltou ao PSB. Novamente deixou a sigla em 2007 e se filiou ao PHS, onde permaneceu até 2013. Neste ano se filiou ao PCdoB, ficando por cinco anos para em 2018 retornar ao PSB. Deixou o partido mais uma vez para se filiar em 2020 ao Solidariedade, onde está e por onde tenta o Governo do Estado.

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