DEMOCRACIA

Presidente do PT/RN: “Respeitamos Rafael Motta, mas não há tempo nem lugar para sua candidatura a senador”

“O deputado Rafael Motta merece nosso respeito e reconhecimento, mas não há tempo nem espaço para uma pré-candidatura dele ao Senado no grupo que apoia a reeleição da governadora Fátima Bezerra”. Essa foi a afirmação do presidente estadual do PT Júnior Souto à reportagem da Agência Saiba Mais nesta quinta-feira, 26, quando indagado sobre como o partido avalia a tentativa de Motta de viabilizar pré-candidatura a senador pelo PSB.

O PSB é aliado de primeira hora do Governo Fátima Bezerra e no plano nacional lançou o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin como companheiro de chapa de Lula (PT) que é pré-candidato a presidente. “Respeitamos o PSB, é um partido aliado e consideramos legítima a pretensão de Rafael Motta, mas a tática de alianças visando a eleição já foi debatida há meses, e com o aval de Lula, tendo sido feita aliança no Estado com o PDT e sendo lançado o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves como nosso pré-candidato ao Senado”, completou Souto.

“Avaliamos os ganhos táticos, políticos e eleitorais com o acordo com Carlos e o PDT e não há nenhuma hipótese de não continuarmos com essa aliança e essa chapa, isso já foi definido pelo partido”, sentencia o presidente do PT, ressaltando que a pauta Pré-candidatura de Rafael Motta ao Senado não está entre as que serão discutidas no encontro que o Partido dos Trabalhadores realizará neste domingo dia 29, em Natal. “Serão debatidos temas pré-determinados que as tendências e correntes sugeriram e Rafael Motta não está entre elas. É um assunto decidido para o partido”, disse.

Perguntado se a situação pode ser debatida e resolvida no plano nacional, com a participação de Lula e os presidentes do PT e PSB, Gleisi Hoffman e Carlos Siqueira, respectivamente, Souto afirmou que “não sei como está na questão nacional, mas o que posso dizer é que aqui no RN a discussão foi feita e está encerrada e a governadora Fátima teve e tem autonomia para fazer a política de alianças no estado”, finalizou.

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