ENTREVISTA

Conheça Petrônio Spinelli, médico progressista pré-candidato a deputado estadual do RN

Médico infectologista, com história no movimento estudantil e sindical, além de gestor público na área da Saúde, Petrônio Spinelli concedeu entrevista ao Programa Balbúrdia desta segunda-feira (6) e falou sobre sua pré-candidatura a deputado estadual pelo Partido dos Trabalhadores. A primeira vez que disputou o cargo foi em 2018, quando o PT elegeu Isolda Dantas e Francisco.

“Uma candidatura tem que ter uma visão coletiva. Ela tem a função de construir, impulsionar os projetos e as ideias”, expõe Petrônio. “A minha mobilização para ser candidato tem a ver com o que eu acredito. Eu vou estar sempre na luta pelo coletivo pra melhorar o mundo, na medida das limitações daquele cargo em que eu esteja”.

Foi da direção do Diretório Central do Estudantes (DCE-UFRN), do Diretório Acadêmico de Saúde e do Diretório Acadêmico de Medicina; e também fez militância no Sindicato dos Trabalhadores Federais em Previdência, Saúde e Trabalho (Sindprevs/RN), passando pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps).

“Tive uma experiência riquíssima de participar da luta pela Constituição de 88. Não só lutar pela Constituição, mas tive o prazer de participar de algumas atividades, algumas sessões da própria Constituinte. Foi fantástico, porque era um processo de avanço, de ruptura com a visão anterior, inclusive na Saúde”, lembrou.

Na gestão pública, foi diretor do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal; coordenador do Complexo Hospitalar da UFRN; e, por duas vezes, diretor do Hospital Universitário Ana Bezerra, em Santa Cruz, onde já se candidatou por três vezes a prefeito. Fala com orgulho da maternidade que é considerada uma das melhores do país, peça prática humanizada e de respeito ao cidadão.
Spinelli também foi secretário adjunto de Estado da Saúde no governo Wilma e no governo início do governo Fátima, chegando a atuar no início da pandemia.

“Trabalhei muito intensamente naquele primeiro momento, pra organizar as finanças, organizar a estrutura. Se dependesse do governo federal, nós estaríamos até hoje na mesma situação de dramaticidade. A disputa de narrativas que levou as pessoas a se vacinarem, o posicionamento dos governos estaduais, fez com que hoje a gente tenha realmente um recrudescimento da covid, mas num patamar muito menos dramático, por dois motivos: porque houve um processo de pacto pela vida, com a vacinação; e segundo porque reestruturamos os leitos de UTI em todas as regiões do estado”, disse o médico.

Segundo Petrônio, o legado ruim deixado pelas gestões anteriores à de Fátima Bezerra incluía o atraso do pagamento de quatro folhas para os trabalhadores, dívida com os fornecedores e também um grande atraso na gestão da Saúde, com leitos de UTI em poucas cidades.

“Nós não tínhamos portas de emergência nas estruturas regionais. Quando a gente começou a organizar pra enfrentar esse atraso, uma fila enorme de cirurgias acumuladas, veio a pandemia. Nós tivemos que trabalhar abaixo do zero. Muita gente diz que a pandemia fez começar do zero, porque era uma coisa nova, com muita demanda, muita gente sofrendo,… mas o Rio Grande do Norte começou do menos zero. A Paraíba tinha o SAMU em todo o estado, UTIs em várias cidades, UPAs funcionando. Eu tô falando a Paraíba, mas o Ceará, o Maranhão e vários outros. E o RN não”.

Na avaliação do pré-candidato, o resultado positivo desse trabalho vai além da estrutura criada, chega também à forma de fazer gestão, colegiada, e envolvendo as pessoas, da secretaria de saúde e dos municípios.

Essa participação popular, ele quer levar à Assembleia Legislativa. Durante a entrevista, Spinelli levanta questões de saúde pública, mas também de emprego e renda, com ênfase no investimento em cooperativas e turismo, sempre relacionando à inclusão social.

“Nós precisamos ter o desenvolvimento que envolva as pessoas, os artesãos, as pessoas que moram na cidade. Desenvolver planejadamente por região, com foco na inclusão social é fundamental”, diz. “A questão da saúde em última análise tem a ver com a exclusão social. Como é que a pessoa que não tem casa, emprego, transporte, perspectiva de vida pode ter saúde?”, questiona.

Veja o programa Balbúrdia na íntegra:

 

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Isabela Santos é jornalista e repórter da agência Saiba Mais