CIDADANIA

Hospitais Giselda Trigueiro e Rafael Fernandes são definidos como referência para tratar casos de varíola dos macacos no RN

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) definiu que, caso a varíola dos macacos chegue ao Rio Grande do Norte, o Hospital Giselda Trigueiro, em Natal, e o Hospital Rafael Fernandes, em Mossoró, serão as unidades de referência para tratar pacientes com a doença.

A orientação é que, havendo casos suspeitos, seja feita a notificação imediata através do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) e seja solicitado o isolamento do paciente para um dos dois serviços preparados para esta situação.

O paciente recebido na unidade de saúde, sendo classificado como caso suspeito, deverá ser orientado quanto ao seu caso clínico, receber uma máscara cirúrgica com orientação quanto ao uso correto e ser conduzido para um local de isolamento. As lesões de pele em áreas expostas devem ser protegidas por lençol, vestimentas ou avental com mangas longas.

Todas essas recomendações estão em uma nota técnica emitida pela Sesap na qual a Secretaria orienta os serviços de saúde para notificação, investigação, medidas de prevenção, tratamento e controle da Monkeypox, conhecida popularmente como Varíola dos Macacos, no Rio Grande do Norte.

Estamos vigilantes e preparados para caso o estado do Rio Grande do Norte venha a ter casos da doença, que necessita de cuidado, atenção e isolamento. Elaboramos um plano de ação para orientar os serviços de saúde do estado sobre a necessidade de implementar medidas de preparação e resposta com base na prevenção e controle da transmissão dentro desses serviços, para o alinhamento de condutas, fluxos assistenciais, exames complementares para diagnóstico e medidas de precaução e isolamento, frente a um possível aparecimento de casos no Rio Grande do Norte“, detalhou Lyane Ramalho, secretária-adjunta da Sesap.

Até o momento, o Rio Grande do Norte não tem casos confirmados nem suspeitos da doença. No Brasil, já são oito casos confirmados do vírus monkeypox, sendo quatro em São Paulo, dois no Rio Grande do Sul e dois no Rio de Janeiro. Outros nove casos suspeitos estão em investigação.

Identificação de casos suspeitos

São considerados suspeitos da doença o indivíduo de qualquer idade que, a partir de 15 de março, apresente início súbito de erupção cutânea aguda sugestiva, única ou múltipla, em qualquer parte do corpo (incluindo região genital), associada a relato de febre.

Além disso, também ficam sob suspeita aqueles com histórico de viagem a país endêmico ou com casos confirmados de varíola dos macacos nos 21 dias anteriores ao início dos sintomas, ou que tenha tido contato com pessoas com histórico de viagem a país endêmico ou país com casos confirmados da Monkeypox, desde 15 de março, nos 21 dias anteriores ao início dos sinais e sintomas.

O que é a varíola dos macacos?

A doença é uma zoonose viral (vírus transmitido aos seres humanos a partir de animais) com sintomas semelhantes aos observados no passado em pacientes com varíola, porém com uma apresentação clínica de menor gravidade. O período de incubação é de 6 a 16 dias, podendo se estender até 21 dias.

A varíola dos macacos era considerada uma doença endêmica (ocorre apenas em determinada área) em países da África Central e Oriental, mas nos últimos meses houve relatos da doença em vários países que não eram endêmicos, principalmente, na Europa, que já responde por 84% das notificações, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Sintomas

Os sintomas são febre de início súbito acima de 38,5°C, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, calafrios e exaustão.

O período de incubação da varíola dos macacos é geralmente de seis a 13 dias, mas pode variar de cinco a 21 dias, segundo a OMS.

Transmissão

A transmissão ocorre por contato próximo com lesões, fluidos corporais, gotículas respiratórias e materiais contaminados, como roupas de cama.

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