Girão, o previsível
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Girão, o previsível

19 de julho de 2022
2min
Girão, o previsível

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O deputado federal Eliezér Girão, do PL, é um político previsível. Após mais uma ameaça de golpe pelo presidente Jair Bolsonaro, cada vez mais explícito em seus arroubos autoritários, o parlamentar que se gaba mais da patente do que dos feitos e realizações como deputado, foi às redes sociais falar em transparência.

Disse Girão o seguinte:

- Quem for contra maior transparência no processo eleitoral está contra o Brasil, escreveu.

Essa gente acha que o povo é idiota. Girão não engana ninguém, a não ser os mesmos infelizes que continuam a seguí-lo, seja por ignorância ou mau-caratismo mesmo.

Eliézer Girão é responsável pela mais descarada tentativa de golpe numa instituição pública de ensino do Rio Grande do Norte. Nunca é demais lembrar que foi dele a indicação de um interventor para ocupar o posto de reitor do Instituto Federal do Estado em abril de 2020, no lugar do reitor eleito pela maioria dos eleitores. O detalhe, que reforça ainda mais o caráter golpista da indicação, é que o sujeito escolhido e nomeado pelo ex-ministro Abraham Weintraub sequer havia participado do processo eleitoral. É um caso único, sem disfarce.

Não surpreende agora que Girão endosse a imundice patrocinada por Bolsonaro, que atirou mais uma vez na lama a imagem do país no exterior ao questionar o sistema eleitoral diante de embaixadores de 40 países.

Para os desavisados, é importante lembrar que o mesmo modelo eletrônico de eleição que o bolsonarista Girão coloca em xeque, também o elegeu em 2018. No entanto, não há declaração do deputado admitindo erro nos votos que o levaram, democraticamente, ao Congresso Nacional.

Girão já responde a um inquérito no Supremo Tribunal Federal por incitar e patrocinar com verba de gabinete atos violentos e antidemocráticos.

Nada mais previsível, então, do que defender golpes ao arrepio das leis.

Girão e sua turma sabem que os dias de Bolsonaro na presidência da República estão contados. Pela via democrática, a queda é questão de tempo.

E sem o capitão no comando, o general seguirá previsível.

Rugindo baixinho, sem oferecer perigo. Aliás, como ele fazia antes.

Antes da gente saber que ele existia.

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