ENTREVISTA

Jacson Damasceno vê relação entre política e jornalismo e se apresenta pré-candidato a deputado estadual pelo PSB-RN

As semelhanças e divergências entre política e jornalismo estão levando Jacson Damasceno às eleições. Pré-candidato a deputado estadual do Rio Grande do Norte pelo PSB, ele falou em entrevista ao Programa Balbúrdia desta segunda-feira (18) sobre essa relação.

“As duas coisas estão muito ligadas. Na prática são discordantes visto que o jornalismo analisa, fiscaliza, e a política faz a coisa acontecer. O jornalismo é muito político no sentido da política cidadã, de observar os problemas, ouvir todos os lados, propor soluções e, inexoravelmente, a gente acaba se vendo dentro da política, a política de todos os dias”, argumenta.

“Eu sempre tive resistência à política partidária porque eu gosto muito do que eu faço no jornalismo. Mas depois de 20 anos, fui convencido pelos meus amigos que talvez seja essa uma nova missão. Diante da repercussão, popularidade, uma grande oportunidade de movimentar as coisas pelo lado de dentro e não só pela força da cobrança”, explica a mudança.

Jacson Damasceno tem 42 anos, é nascido em Salvador, na Bahia, e mora em Natal há mais de trinta anos. Mudou-se com a família quando o pai, funcionário da Petrobras, foi transferido para a região de Mossoró. Chegou a Parnamirim, concluiu os estudos primários, passou pelo Etfern (atual IFRN) e se formou em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Trabalhou em empresas como TVU, Tribuna do Norte, TV Tropical, Band Natal, TV Ponta Negra, TV Câmara e Radio 91 FM. Ganhou prêmios de Jornalismo e se especializou na editoria de Polícia, embora tenha atuado em outras.

O convite para a política partidária foi do deputado federal Rafael Motta, pré-candidato a senador pela legenda que acolheu Jacson.

O episódio de embate entre “Damassa” e Sikêra Jr., em que o potiguar rebate discurso homofóbico do comunicador bolsonarista, acabou cativando o público LGBT.

“A gente começa a se envolver até sentimentalmente com todo mundo e começa a ver tudo de uma forma diferente. E eu comecei a aprender muito mais sobre esse assunto. Acho que o episódio me ensinou a militar de uma forma diferente que não de uma forma jornalística”, destaca, atribuindo a esse fato o despertar para a atuação política.

Confira a entrevista completa:

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Isabela Santos é jornalista e repórter da agência Saiba Mais