CIDADANIA

RN tem aumento de 36,9% em casos de hepatites virais

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) divulgou nesta sexta-feira (15) novo boletim epidemiológico das hepatites virais no Rio Grande do Norte. De acordo com os dados, de janeiro a abril de 2022 foram notificados 52 casos dessas doenças, revelando um aumento de 36,9% nas notificações em comparação ao mesmo período do ano passado, quando foram notificados 38 casos.

As hepatites virais são causadas por diferentes vírus que provocam alterações no fígado. No Brasil, as mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C. Geralmente, as pessoas não apresentam sintomas e desconhecem ter a infecção, que avançada pode causar danos mais graves ao fígado, como a cirrose e o câncer.

O estado tem atualmente 150 pessoas em tratamento para hepatite B e 41 para hepatite C nos quatro serviços de referência, localizados nos municípios de Natal (Hospital Giselda Trigueiro e Hospital Universitário Onofre Lopes), de Mossoró (Hospital Rafael Fernandes) e de Caicó (SAE Caicó). No entanto, o acompanhamento dos casos de hepatite A é realizado na atenção primária à saúde, uma vez que não há tratamento específico.

Nos últimos 10 anos, no Rio Grande do Norte, observa-se uma redução de 97,6% nas notificações para hepatite A e de 36,6% para hepatite B. Entretanto, foi verificado um crescimento de 13,4% nos registros de casos de hepatite C.

Em 2021, foram notificados 158 casos confirmados de hepatites virais, revelando um aumento de 1,9% quando comparado ao ano anterior. No entanto, 2019, 2018 e 2017 tiveram mais de 200 casos. No ano de 2011 foram 337 casos.

Entre 2011 e 2021, o estado apresentou 2.572 casos confirmados de hepatites virais, sendo 741 de hepatite A, 678 de hepatite B, 1.135 de hepatite C e 18 casos com mais de uma etiologia.

Julho Amarelo

A campanha Julho Amarelo foi instituída no Brasil em 2019 com objetivo de reforçar as ações de vigilância, prevenção e controle das hepatites virais. Os sintomas podem aparecer na forma de cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

A transmissão acontece pelo contágio fecal-oral, especialmente em locais com condições precárias de saneamento básico e água, de higiene pessoal e dos alimentos; pela relação sexual desprotegida; pelo contato com sangue contaminado, da mãe para o filho durante a gravidez (transmissão vertical), e por meio de transfusão de sangue ou hemoderivados, esta última considerada rara.

Nota de mobilização publicada pela Sesap lembra que os testes rápidos para a detecção da infecção pelos vírus B ou C estão disponíveis, no SUS, para toda a população. A recomendação é que todas as pessoas sejam testadas pelo menos uma vez na vida e as populações mais vulneráveis precisam fazer isso periodicamente.

Clique para ajudar a Agência Saiba Mais Clique para ajudar a Agência Saiba Mais
Artigo anteriorPróximo artigo