DEMOCRACIA

Saiba quem é Tati Ribeiro, educadora popular negra que quer “empurrar” mulheres para dentro da ALRN

Uma mulher transformada pela educação e que vê nela o que a “movimenta de fato”. Assim descreve Tati Ribeiro, paulista, coordenadora nacional da Rede Emancipa e pré-candidata a deputada estadual pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Tati foi a convidada do Programa Balbúrdia desta segunda-feira (25).

“O que move minha vida é a educação, principalmente popular, mas é aquilo que me movimenta de fato. A Rede Emancipa me chamou para cá e 15 dias depois eu tinha duas malas e uma cachorra dentro do Aeroporto de Natal, de mudança, porque é o que eu acredito”, se diverte. O Emancipa é uma rede de cursinhos populares que atua em todo o país ajudando jovens de baixa renda a entrar na universidade.

Em meio à militância popular, foi também chefe de gabinete do ex-deputado estadual Sandro Pimentel e em 2020 concorreu à vereadora da capital potiguar, alcançando 806 votos. Atualmente, ocupa a presidência do PSOL Natal.

“A gente precisa principalmente melhorar a própria forma como trata nossos professores, seja os salários, os planos de carreira que estão muito defasados, e tudo isso são discussões que passam pela Assembleia Legislativa e que precisam ser pautadas lá”, assevera.

No Dia da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha, comemorado nesta segunda-feira (25), Tati carrega outras bandeiras para a vida. Negra, quer “desapagar ” histórias de personagens que considera importantes, junto ao debate da segurança pública.

“Esses pretos e pretas que são os alvos, tem CEP e moram num lugar específico. São os meus vizinhos de Nossa Senhora da Apresentação, o pessoal da Zona Norte, de Mãe Luiza, de Felipe Camarão, onde estão os meus alunos”.

A paulista adotada por Natal vê a violência como estrutural, atingindo os próprios profissionais. “Nós temos um problema sério na formação desses policiais militares. A gente sabe que a formação é extremamente racista, que coloca um alvo nas costas dos jovens pretos do Brasil, de Norte a Sul do país”, acredita. Por isso, diz que o modelo de segurança pública tem que ser revisto e de forma ampla, “com a comunidade, com os conselhos. Não pode ser só fechada à Polícia Militar”.

Socialista, quer também ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa para diminuir a disparidade de gênero. Dos 24 deputados estaduais potiguares, apenas três são mulheres. Em 2020, quando disputou uma vaga na Câmara de Natal, diz que viu um “empurrão” feito pelas mulheres às siglas, que deve aumentar.

“Esse ano, eu acho que a Assembleia Legislativa vai dar um salto. Já tem mais uma busca no campo progressista a dar mais visibilidade, inclusive com candidaturas trans, brancas, negras. Vai dar uma movimentada na Assembleia Legislativa obrigatoriamente”, torce.

 

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