Servidores do extinto Hospital Municipal de Natal relatam assédio moral após transferência para Hospital dos Pescadores
Natal, RN 17 de jul 2024

Servidores do extinto Hospital Municipal de Natal relatam assédio moral após transferência para Hospital dos Pescadores

13 de julho de 2022
3min
Servidores do extinto Hospital Municipal de Natal relatam assédio moral após transferência para Hospital dos Pescadores

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Os servidores que trabalhavam no Hospital Municipal de Natal denunciaram na terça-feira (12) ao Sindsaúde/RN que, após o fechamento da unidade, estão sendo remanejados para o Hospital dos Pescadores, nas Rocas, e sofrendo assédio moral por parte da coordenação do novo local de trabalho.

Os profissionais esperavam ser transferidos para o Hospital Maternidade Araken Irerê Pinto (HMAIP), hoje no bairro Tirol, mas que passará a funcionar no prédio do Municipal. Ainda sem data de inauguração.

A ideia era que começassem a ser treinados para a atenção materno-infantil. Mas não foi o que aconteceu. De acordo com o Sindicato, os trabalhadores foram para o Hospital dos Pescadores, que absorveu não apenas a equipe, mas também parte da demanda de atendimentos do hospital extinto.

Além disso, há relatos de que estão sendo obrigados a assumir funções nas quais não possuem experiência. Uma servidora contou que foi obrigada a ficar na UTI sem qualificação para tal. Depois disso, os servidores relatam ameaças, por meio de informes como o seguinte:

“Bom dia!

Peço que todo e qualquer ato de insubordinação dos profissionais que estão sendo remanejados para a nossa unidade sejam relatados em ocorrência e enviados para a gerência.

Independente de onde for a lotação desses servidores, todos possuem compromisso perante a legislação que institui a nossa profissão, o abondono do plantão, omissão de cuidados ou desrespeito com os colegas são atos ilegítimos, passíveis de medidas punitivas, tanto pelos enfermeiros de plantão, quanto pelos seus superiores.

Atos como esses não serão toleráveis em nossa instituição!”.

Os servidores também denunciam que, para receber novo serviço, o prédio precisa de reforma, com reparos estruturais, e não apenas de pintura. “Sempre teve milhares de problemas estruturais. Quando chove alaga o segundo andar, cai teto. Não fizeram nenhuma reforma, só uma maquiagem”, conta a diretora do Sindsaúde/RN, Érica Galvão.

Vídeos enviados ao sindicato por servidores:

Ministério Público determinou substituição de contratos

A representante do Sindicato Érica Galvão destaca ainda que em maio a Prefeitura se comprometeu em audiência de conciliação com o Ministério Público do Rio Grande do Norte a nomear 336 candidatos do último concurso público para substituir contratos temporários. E no Hospital dos Pescadores quase não há servidores públicos, segundo ela.

“O que a Prefeitura faz é descarado, gastando dinheiro público com a iniciativa privada (porque a terceirização é a privatização) ao invés de chamar gente do concurso, que é vigente até 2024. Aí as pessoas têm que se humilhar para serem lotadas. Estão jogando o povo em UBS, que não tem gratificação. A gente sabe que precisa de pessoas nesses serviços, mas a determinação do Ministério Público é para que se substitua os contratos de 2015”, expõe.

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