DEMOCRACIA

Ato no Dia do Estudante vai defender democracia e eleições livres contra ameaças golpistas de Bolsonaro

Uma “unidade histórica dos estudantes” e um “recado de resistência” contra o governo Bolsonaro. Assim é a avaliação de lideranças estudantis ouvidas pela Agência Saiba Mais, na prévia do ato do Dia dos Estudantes que acontece em Natal nesta quinta-feira (11), a partir das 14h30, com concentração no Midway Mall. O mote oficial do protesto é “Fora Bolsonaro: em defesa da democracia e pelas eleições livres”.

Na capital, o protesto é organizado por entidades de universitários e secundaristas, como a União Nacional dos Estudantes (UNE) e o DCE da UFRN. Para Camila Barbosa, estudante de serviço social da UFRN e diretora da UNE, a data é tradicional do movimento estudantil e um momento “para colocar nossas principais reivindicações no eixo do dia”. 

Ela lembra que, no ano passado, os estudantes levantaram a necessidade de lutar contra os cortes na educação, “que inclusive se acumulam anualmente desde que Bolsonaro assumiu o poder”. Já para 2022, ela vê um desafio ainda maior. 

“Vão acontecer as eleições presidenciais e há muitos indícios de que Bolsonaro não respeite o resultado popular, não respeite o voto popular e portanto a gente precisa se mobilizar também, além da educação, para defender a nossa democracia”, defende. Para a dirigente, “o movimento estudantil está profundamente conectado com as lutas gerais da sociedade, e a democracia não é menor”.

Rafael Tavares, vice-presidente da União Estadual dos Estudantes (UEE), diz que a data carrega ainda a importância de ser a última dentro do mandato de Bolsonaro, “o que os estudantes como um todo esperam, e por isso a gente está dando todo gás na mobilização”. Aluno da Ufersa, Tavares diz que viu os efeitos dos cortes orçamentários dentro da sua própria universidade. 

Agora, sob a pauta da defesa da democracia, o vice-presidente da UEE torce para que o Dia do Estudante seja uma preliminar dos atos seguintes. “A gente espera que esse 11 de agosto seja uma resposta ao próprio Bolsonaro, que tem organizado uma ação golpista do 7 de setembro, e uma prévia do que a gente vai dar em 2 de outubro, tirando ele da presidência”.  

“Todo histórico desse governo é de desrespeito às decisões do povo, e nós queremos reverter isso”, afirma Barbosa, citando as intervenções nas reitorias do IFRN — já desfeita — e da Ufersa, ainda em voga. “Nós queremos fazer dessa eleição, não só através do voto na urna, mas do que a gente constrói nas ruas, um recado de resistência ao governo Bolsonaro. Um recado de resistência para enterrá-lo de vez como projeto político”, enfatiza. 

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