“O que está engasgado na garganta precisa ser dito”, alerta o artista pernambucano Juvenil Silva
Natal, RN 13 de jun 2024

“O que está engasgado na garganta precisa ser dito”, alerta o artista pernambucano Juvenil Silva

19 de agosto de 2022
5min
“O que está engasgado na garganta precisa ser dito”, alerta o artista pernambucano Juvenil Silva

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Carolina Távora, especial para a Agência SAIBA MAIS

Em Natal neste fim de semana para evento no Bardallos Comida & Arte, o compositor, tocador e cantante Juvenil Silva traz um show diferente. Tarde Belchiana é uma versão intimista, como um sarau. “Gosto de estar na estrada onde a gente deve estar mesmo espalhando essa coisa toda”, declara o artista.

São 13 anos de estrada e em entrevista para a Agência SAIBA MAIS, Juvenil Silva conta seu início de carreira, parcerias contemporâneas e projetos pessoais. Confira!

Como foi o início da sua carreira musical?

Eu estudava e trabalhava com fotografia, antes mesmo de iniciar a carreira artística. Em 2013, lancei meu primeiro disco, Desapego, sem muitas pretensões. Foi então que começaram a surgir muitos convites, festivais e viagens. Na época, meu chefe falou que eu ia acabar negligenciando a fotografia ou a música. “Pra ser teu brother, eu vou te demitir”, e assim começou tudo. Pensei: vou ficar só com música, não tem mais volta não. Estou até hoje.

Você chegou a fazer outras parcerias além da que fez com Flaviola?

Parcerias foram e são muitas. Com Flaviola foi bonito nosso encontro, a gente se conheceu no Rio de Janeiro quando ele foi a um show meu. Depois o produtor do Festival Abril pro Rock, Paulo André, viu nossa foto e convidou a gente para fazer um show especial tocando o primeiro disco do Flaviola na íntegra. Paulo Rafael, que também participou do disco, tocou nessa apresentação. Tive oportunidade de tocar com outras pessoas dessa geração como Cátia de França e Marco Polo, Ivinho e Lula Cortes, da Ave Sangria. Sempre troquei muito com essa galera mais velha, que me influenciou e sou muito grato por isso. Já toquei com várias lendas como Angela Ro Ro, Ednardo e Odair José. Mas também gosto de tocar com pessoas da minha geração, como o projeto Avoada formado por mim, Feiticeiro Julião, Marília Parente e Marcelo Cavalcante. É uma troca constante e está para sair um disco agora.

Atualmente, você concilia sua carreira solo com três projetos paralelos (Avoada, Dunas do Barato e A Banda dos Corações Selvagens). O que cada um representa tanto para você quanto para seu público?

Avoada é mais o rock rural, aquela coisa regional bem de trovador, canção de cunho político, feito para bater de frente com esse desgoverno. Dunas do Barato é o mais antigo, antes mesmo de lançar minha carreira solo como Juvenil Silva, quando eu já era compositor e tocava baixo, inclusive, foi o instrumento que eu comecei. É a banda que eu exercito meu lado mais brasileiro e pernambucano fazendo composição de frevo, mas sempre mesclado com minha estética, minha essência de roqueiro e de psicodélico. Tem todo tipo de música, tropical e latina, o samba e as baladas. Já A Banda dos Corações Selvagens faz versões do Belchior e é uma junção da nossa energia pessoal e artística passando isso para o pessoal que curte a obra dele e assim renovando-a, é massa e eu gosto muito.

Sobre A Banda dos Corações Selvagens, qual a expectativa para o show da Tarde Bachiana no Bardallos?

A Banda dos Corações Selvagens já fez algumas apresentações em Natal, recentemente, na Cervejaria Resistência. Dessa vez, será uma versão intimista em que eu faço como se fosse um sarau. É um show diferente, pois como estou sozinho é o meu jeito e a minha relação com o Belchior, então, é uma Tarde Belchiana com Juvenil Silva.Vai ser bem legal e vamos ter participações especiais de Haley Isadora e Felipe Nunes.

Qual a relação de Juvenil Silva com Natal?

É uma relação bacana. A primeira vez que toquei em Natal foi no Festival Dosol como Juvenil Silva e minha banda, na época eu lancei um disco chamado Suspenso e foi bem massa. Já fui algumas vezes com A Banda dos Corações Selvagens antes da pandemia. Joana Knobbe, que era integrante, conseguia esses shows. E agora estamos indo sempre à Cervejaria Resistência, gosto muito do amigo Anderson Randy que começou curtindo o som como fã e está cada vez mais próximo, mais família mesmo. Tem uma galera que eu também venho conhecendo e amando cada vez mais. Com certeza, vou estar sempre transitando por aí.

Serviço | Tarde Belchiana Natal com Juvenil Silva e participações especiais de Haley Isadora e Felipe Nunes.
Data: 20 de agosto (sábado)
Horário: a partir das 16h
Local: Bardallos (Rua Gonçalves Ledo, 678 – Cidade Alta)
Ingressos: Sympla

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