ENTREVISTA

Quem é Dário Barbosa, candidato a senador pelo RN que critica altos salários dos parlamentares e tentativas de golpe do bolsonarismo

Dário Barbosa é experiente em eleições. Fundador do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) no Rio Grande do Norte, já passou por diversas campanhas, sempre apresentando um programa socialista para o Estado. Agora, é candidato a senador pelo RN. Convidado do Balbúrdia desta segunda-feira (8), ele criticou os altos salários dos parlamentares, distantes da renda da maioria da população, as tentativas de fechamento do regime incentivadas pelo bolsonarismo e aproveitou para criticar o que considera uma “reabilitação” das oligarquias no Estado. 

No programa, Dário disse que sua candidatura é para fazer “um debate sobre a situação econômica, política e social do Brasil através do Senado”. O Congresso, destacou, está distante da população, com altos orçamentos que tornam o Congresso brasileiro o segundo mais caro do mundo, segundo o candidato.

“De 2019 até o final do mandato do Bolsonaro, o governo vai transferir para os deputados e senadores R$ 93 bilhões só em emendas e orçamento secreto. Ainda tem o fundo partidário e o fundo eleitoral. Você gasta em torno de R$ 25 milhões por mês com essa Casa. O que esses cidadãos e deputados produzem?”, questionou. 

Para isso, uma das bandeiras adotadas caso eleito senador será reduzir os valores que circulam em Brasília-DF para “acabar com esses benefícios e privilégios, e reduzir os salários”, defendeu. “Os salários [dos parlamentares] são quase R$ 40 mil. Olha a distância para o salário mínimo”.

Foi nas campanhas nacionais do PSTU que se popularizou a frase “contra burguês, vote 16”. É com a mesma linha política que Barbosa, um professor aposentado de educação física, fundador do PSTU e da central sindical CSP-Conlutas, teceu críticas aos adversários, como o governo Jair Bolsonaro. 

“O objetivo desse governo, público e notório, é fechar o regime. Façamos todos campanha, mas não podemos perder a perspectiva de ter, independentemente dos partidos, um ponto de unidade: a defesa das liberdades democráticas”, defendeu, como ponto de partida contra as tentativas de golpe. 

O PSTU, historicamente, costuma fazer oposição a todos os governos. No RN, o partido é crítico contumaz da gestão Fátima Bezerra (PT). “O governo Fátima ficou na mesmice porque se apoiou na Assembleia Legislativa com os mesmos partidos que, independentemente de qual governador ganhe, acabam tendo acordo. Não houve nenhuma mudança na relação com o Judiciário ou na educação”, afirmou.

Barbosa também não poupou a aliança de Fátima com o MDB, que trouxe Walter Alves como candidato a vice-governador. “Você traz um conjunto de forças que já haviam sido superadas no Rio Grande do Norte, tanto na política, quanto na economia”, disse ele. 

Apesar da contrariedade com o PT, Dário defendeu que, em tempos de bolsonarismo, vale se unir nas ruas aos outros partidos de esquerda e até escalões do empresariado defensores da democracia. “Nós temos que ter mobilização permanentes, unitárias. Bolsonaro só cresceu porque as manifestações do ano passado, quando veio a agenda eleitoral, foram suprimidas”.

Assista a entrevista completa:

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