TRANSPARÊNCIA

RN tem fila de espera para o Auxílio Brasil com mais de 37 mil famílias; benefício começa a ser pago com novo valor

O Auxílio Brasil de agosto começa a ser pago nesta terça-feira (9) com novo valor – R$ 600 até dezembro. No Rio Grande do Norte, 445.458 famílias são beneficiárias do Auxílio Brasil. Mas diante do aprofundamento da crise, a fila de espera ultrapassa 37 mil famílias. Os dados são da Vigilância Socioassistencial da Secretaria de Estado do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social (Sethas).

O número de contemplados é inferior ao de núcleos familiares em extrema pobreza, 454.158. Em situação de pobreza, estão classificadas 56.822 no Cadastro Único. Sabendo que há pessoas com o perfil que o programa exige, mas que mas não recebem a bolsa, o Estado cria uma fila de espera, a chamada demanda reprimida.

De acordo com o Ministério da cidadania, estão aptas a receber o auxílio: famílias em situação de extrema pobreza; famílias em situação de pobreza que apresentem, em sua composição, gestantes, nutrizes (mães que amamentam), crianças, adolescentes ou jovens entre 0 e 21 anos incompletos; e famílias em regra de emancipação.

As famílias em situação de extrema pobreza são aquelas que possuem renda familiar mensal per capita de até R$ 105, e as em situação de pobreza com renda familiar mensal per capita entre R$ 105,01 e R$ 210.

Dados incertos

De acordo com a subcoordenadora da Vigilância, Letícia Fonseca, apesar dos números serem os mais atualizados, eles são de maio, porque chegam do Ministério da Cidadania com pelo menos dois meses de defasagem.

“Tem um atraso de informação. Estamos em agosto e a nossa base ainda é de maio. A gente nunca tem como saber atualmente qual está sendo a cobertura do auxílio pra essas famílias. Mas com a possibilidade de filtro no banco de dados do Cadastro Único a gente chega a uma fila de espera de 37.680”, explica, alertando que na realidade é ainda maior.

“Esse público na fila de espera pode ser maior, porque o Auxílio Brasil considera que podem ser beneficiadas também famílias que têm jovens de 17 a 21 anos ainda no Ensino Básico e também gestantes e nutrizes. Só que o banco de dados não nos permite ver quem é esse público. A gente tem esse vazio existente nas informações”, detalha Letícia.

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Isabela Santos é jornalista e repórter da agência Saiba Mais