CIDADANIA

Servidores da saúde aguardam planilha da Secretaria de Administração de Natal para decidir sobre greve 

Reunião entre servidores da saúde e representantes da Prefeitura de Natal I FOto: cedida pelo Sindsaúde/ RN

Nesta quarta (10) foi realizada a terceira reunião da mesa-greve, que é como tem sido chamadas as reuniões entre servidores da saúde do município e representantes da Prefeitura de Natal, para evitar uma greve no setor e negociar a pauta de reivindicações da categoria, que prevê a implantação e pagamento retroativo das gratificações, adicionais de insalubridade, adicionais noturnos, atualização de quinquênios, progressões funcionais e revisão do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV). 

Além dos representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do RN (Sindsaúde), o encontro de ontem também teve a participação de outras entidades ligadas à saúde, como o Sindicato dos Odontologistas do RN (Soern), o Sindicato dos Enfermeiros do RN (Sindern) e o Sindicato dos Farmacêuticos do RN (Sinfarn). O secretário de Saúde, George Antunes, e a secretária de Administração, Adamires França, tentaram negociar em nome da Prefeitura de Natal.  

O Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) apresentou um estudo com os dados divulgados pelo contador da Semad referentes ao orçamento do município e as justificativas que estariam impedindo a implantação das gratificações, quinquênios e mudança de nível.  

Diante dos dados, os dirigentes sindicais pediram uma solução para o impasse. Uma nova planilha com os impactos financeiros da implantação dos pontos reivindicados pela categoria deve ser apresentada num prazo de até 40 dias pela Semad. Também ficou acertada que uma nova reunião deve ser realizada na 2ª quarta-feira de cada mês, sendo a próxima no dia 14 de setembro. Mas, antes disso, será realizado um novo encontro apenas entre os servidores, no dia 02 de setembro, para discutir os próximos passos da mobilização. 

Greve 

Em abril deste ano, os servidores da saúde municipal fizeram uma greve que durou 32 dias. NO dia 27 de julho, a categoria fez uma paralisação geral para cobrar da prefeitura da capital o avanço das negociações. 

Durante o período de greve, vários serviços foram afetados. O Samu, por exemplo, chegou a funcionar com apenas 50% de sua capacidade. 

Servidores em reunião realizada nesta quarta (10) I Foto: cedida pelo Sindsaúde/ RN
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