Encerramento do 7º Geopolíticas trouxe temas como segurança no geoturismo e agrogeologia para o debate
Natal, RN 20 de jun 2024

Encerramento do 7º Geopolíticas trouxe temas como segurança no geoturismo e agrogeologia para o debate

1 de setembro de 2022
4min
Encerramento do 7º Geopolíticas trouxe temas como segurança no geoturismo e agrogeologia para o debate

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Organizado pela Associação dos Geólogos do Estado do Rio Grande do Norte (AGERN), em conjunto com a Federação Brasileira de Geólogos (FEBRAGEO), o 7º Geopolíticas, que teve início dia 29 debatendo as relações entre Geoconservação, Mineração e Agrogeologia, encerrou nesta quarta-feira, 31, com palestras sobre "Geoturismo e Segurança" e "Perspectivas da Agrogeologia no Brasil".

O evento aconteceu no Auditório da Escola de Governo do Rio Grande do Norte (Centro Administrativo), em formato híbrido, com transmissão ao vivo pelos canais da AGERN e da FEBRAGEO, no YouTube e no Facebook.

A primeira MESA REDONDA, que aconteceu na parte da manhã, tratou do tema “Conservação do Patrimônio Geológico - Mineiro". E contou com três importantes apresentações.

O Prof.Dr. Adelir Strieder (UFPel/CREA-RS), iniciou falando sobre estratégias de aproveitamento sustentável de “cavas” de garimpo de ametista para fins turísticos e econômicos. “Há várias galerias esgotadas de minérios nesses garimpos. Daí, surgiram vários empreendimentos para ocupar esses espaços com fins de entretenimento: restaurantes subterrâneos, vinícolas e cervejaria”, explicou Adelir.

Em seguida, a Prof. Flávia Fernanda explicou como se dá a estratégia de geoconservação do geossítio Mina Poty, como patrimônio geológico de relevância internacional, por causa das descobertas paleontológicas.

Já o engenheiro de minas Brunno Felipe, falou sobre como se criou o Museu da Mina Brejuí, localizado em Currais Novos/RN, com o Memorial Tomaz Salustino e o Museu Mineral Mário Moacyr Porto. “Temos um trabalho importantíssimo de exposição com crianças, para conscientizar e inspirá-las no futuro”, falou Brunno.

Para encerrar essa Mesa, a Profa.Dra. Narla Sathler Musse (IFRN) falou sobre a importância do acervo do Museu de Minérios do Rio Grande do Norte, o qual ela coordena, para a formação de novos profissionais. “o museu fica dentro do campus central do IFRN, mas ele é de todo o Rio Grande do Norte. É muito importante nos orgulharmos do que temos e nos sentirmos pertencentes nesses espaços”, diz Narla.

O presidente da AGERN, Orildo Lima, fez um agradecimento aos participantes do evento e falou sobre a importância do evento patrocinado pelo sistema CONFEA/CREA/MÚTUA para incentivar a divulgação das Geociências.

Durante o debate, o geólogo Ulisses Costa Soares (Câmara de Geominas/CREA-RN), mediador da primeira mesa, questionou a atual formação dos profissionais de geociências: “Os profissionais dessa área são treinados para ser geocientistas e empregados de empresas. É preciso buscar desenvolver o olhar dos profissionais das Ciências da Terra para o empreendedorismo”, alertou Ulisses.

No período da tarde, a retomada do evento se deu a partir do tema “Perspectivas da Agrogeologia no Brasil”, que teve participação integral de mulheres geocientistas.

A pesquisadora em geociências, Magda Bergmann (SGB/CPRM), que deu início ao debate, começou falando sobre as perspectivas da agrogeologia no Brasil. “é o ramo da geologia que estuda os materiais e processos geológicos usados para incrementar a produtividade física, química e biológica do solo. Então, pensamos muito na saúde do solo”, falou Magda.

As geólogas Valdielly Silva e Nayara Mesquita apresentaram os trabalhos da empresa Reminera que atua na incubadora da Universidade Federal de Pernambuco. Nayara, diretora executiva da Reminera, fez um panorama de como é o trabalho de pesquisa e desenvolvimento em agrogeologia.

A perspectiva da agrogeologia com enfoque na indústria do calcário, foi trazida na abordagem de Catharine Morais (Geologa de prospecção de Jazidas na SMN Minérios/CE).

Logo após a segunda mesa, tivemos a palestra “Geoturismo e Segurança: o exemplo de Capitólio/MG”, com o Prof.Dr. Fabio Reis (FEBRAGEO), que abordou aspectos da segurança e avaliação de riscos em áreas turísticas. “A Febrageo tem uma comissão que faz a avaliação de riscos, e é dividida em dois grupos. Uma que trata da legislação e outro que faz as análises técnicas. Estamos adequando a metodologia para ser acessível para todos os tipos de empreendimentos”, esclareceu Fábio.

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