CIDADANIA

Defesa pede exame de sanidade mental de PM acusado de matar estudante da Ufersa, mas perito diz que ele está apto para julgamento

Luan Carlos, morto aos 23 anos em Mossoró I Imagem: reprodução redes sociais

Os advogados de defesa do policial militar indiciado pela morte do estudante da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), Luan Carlos Melo Barreto, de 23 anos, no ano de 2021, pediu a realização de exame de sanidade mental do PM. Tecnicamente, a avaliação é chamada de Incidente de Sanidade Mental.

No entanto, de acordo com a avaliação oficial do perito técnico do Itep (Instituto Técnico e Científico de Polícia), o policial está apto para julgamento já que ele estava consciente de seus atos no dia da morte de Luan e continua com o pleno funcionamento de suas faculdades mentais. O exame foi realizado na semana passada.

Luan foi morto por volta das 20h35 do dia 1º de julho de 2021, quando saiu da casa do melhor amigo para buscar a namorada no trabalho, no centro de Mossoró (RN). O jovem fez a rota pela Avenida Rio Branco, passando pela Avenida Lauro Monte Filho. Mas, foi atingido por um tiro na cabeça ao passar por uma viatura da Polícia Militar.

O estudante universitário chegou a ser socorrido para o Hospital Tarcísio Maia pelos próprios policiais e ainda estava vivo quando deu entrada na unidade, mas faleceu por volta das 4h da madrugada. Em relatos colhidos por parentes da vítima, testemunhas afirmam que os PM’s demonstraram surpresa ao remover o capacete de Luan e constatarem quem era a pessoa alvejada.

Os três policiais militares suspeitos de participar da ação que resultou na morte do universitário foram afastados das ruas e chegaram a ser colocados em funções administrativas durante a investigação realizada pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), mas apenas um PM foi indiciado porque foi constatado que os outros policiais estavam dentro da viatura no momento do disparo.

Segundo o que foi apurado, os policiais faziam buscas para capturar um suspeito de assalto nos bairros Abolição e Santo Antônio, quando Luan foi confundido com o suspeito. O jovem iria cursar o segundo semestre do curso de Ciência e Tecnologia na Ufersa, quando foi morto. O caso está na Vara Criminal de Mossoró e os advogados da vítima aguardam a definição se o PM irá ou não a júri popular.

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